Dietas e Dieta

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Dieta sem gluten.

Juliana Paes segue a dieta sem glúten
Conheça a dieta sem glúten seguida por Juliana Paes e emagreça 10 kg em apenas 2 meses

A atriz Juliana Paes tem aparecido nas cenas de O Astro com o corpo em forma e um ar ainda mais saudável. Isso apenas 10 meses depois de ter dado à luz o filho Pedro. O segredo? Juliana cortou da dieta os alimentos com glúten.

Eliminando esse nutriente do cardápio, ela perdeu 10 quilos em apenas 2 meses, revela Heloísa Rocha, nutricionista responsável pela dieta da atriz.

Entenda o glúten

O glúten é uma proteína de origem vegetal, encontrada em cereais como trigo, centeio, malte, aveia e cevada. Usado na fabricação de pães, massas, biscoitos e bolos, ele dá liga à massa e deixa a receita mais macia. O ingrediente pode fazer parte de alimentos que a gente nem imagina, como sorvete e bebidas alcoólicas.

Por que o glúten engorda?

· Quando chega ao intestino, ele se transforma numa espécie de cola, permanecendo ali por horas. Esse processo irrita a mucosa e atrapalha a digestão.

· Essa proteína diminui a produção de serotonina, o hormônio responsável pelo bom humor e pelo controle do apetite. Ansiosa e deprimida, você ataca todas as guloseimas!

· O glúten também reduz a produção de leptina, hormônio que dá a sensação de saciedade. Resultado: quando você come alimentos que contêm essa substância, sente mais fome, exagera ao fazer o prato e ganha quilinhos extras.

Trocas espertas

· Substitua os pães à base de trigo comum pelos feitos em casa ou por versões industrializadas que declarem na embalagem a ausência de glúten.

· Ao fazer tabule, troque o trigo por quinoa.

· Prefira comprar macarrão com massa à base de arroz.

· Use fatias de berinjela ou abobrinha grelhadas no lugar da massa de lasanha.

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A polêmica dieta sem glúten.

Há quem suspeite que esse ingrediente, encontrado em pães e massas, seja o novo inimigo da balança — e da saúde. Os especialistas, no entanto, acreditam que isso não passa de mera falácia

Sabe aquelas coisas que estão sempre por perto, mas a gente nem nota ou sequer conhece o nome? Com o glúten é assim. Apesar de estar presente em todos os alimentos que levam trigo, centeio, cevada, aveia ou malte, essa proteína é uma desconhecida de grande parte do público.

Na verdade, era. De uma hora para outra, os holofotes se voltaram para esse nutriente graças a uma nova dieta que bane o glúten do cardápio com a promessa de enxugar a silhueta.

Celebridades como Luciana Gimenez divulgam que já aderiram ao menu sem o ingrediente. Além de laticínios, a apresentadora de tevê restringiu o consumo de trigo para ostentar 6 quilos a menos.

Para adicionar mais fermento ao modismo, um livro intitulado Glúten e Obesidade: A Verdade Que Emagrece (Editora R. Racco), da carioca Regina Racco, já vendeu 50 mil exemplares, tornando-se um bestseller. Nele, a professora de ginástica íntima conta ter descoberto por acaso que abolir a substância dos pratos a fazia perder peso.

Quem não pensa só no ponteiro da balança também começa a se questionar: seria melhor evitar o glúten por uma questão de saúde? Afinal, a oferta de produtos sem essa proteína aumenta nas gôndolas dos supermercados.

Sem falar em muita gente por aí que anda dizendo que ganhou mais disposição e ficou com um abdômen menos inchado depois de cortar massas e pães do dia-a-dia. Diante de tanta celeuma, SAÚDE! foi averiguar essa história com nutrólogos, nutricionistas e gastroenterologistas.

Os especialistas afirmam sem papas na língua: a doença celíaca é o único problema de saúde que exige a retirada total do glúten da alimentação.

Não existe base científica para condenar esse componente do trigo, diz Jaime Amaya Farfan, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. A não ser no caso da doença celíaca, não há evidências de que o glúten seja uma proteína ruim para o organismo de indivíduos saudáveis nem que tenha a ver com a obesidade.

Esse elo também é contestado pela nutricionista Daniela Margo, de São Paulo.

Inexistem provas de que eliminá-lo reduz a circunferência abdominal, frisa a especialista. Sua colega Mônica Beyruti, corresponsável pelo Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, completa: Ok, se minimizarmos o consumo do glúten, que está presente em muitas fontes de carboidrato, haverá redução de calorias e de peso.

Mas isso vale para qualquer tipo de restrição alimentar.

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Polêmica da dieta sem glúten.

Polêmica da dieta sem glúten: o cardápio que emagreceu celebridades como Miley Cyrus divide especialistas

O que Juliana Paes, Zooey Deschanel e Gwyneth Paltrow têm em comum? Além de serem belas atrizes, elas mantêm uma forma física invejável. De olho no corpão que exibem dentro e fora das telas, Marie Claire descobriu que elas são adeptas da dieta sem glúten, atual hit entre as celebridades e motivo de polêmica entre os especialistas. Proteína encontrada na farinha e em seus derivados, o glúten está presente em boa parte dos alimentos – como massas, pães e pizzas, além do centeio, da aveia e da cevada (incluindo a cerveja).

A mais nova adepta deste regime é Miley Cyrus. Após receber críticas pela rápida perda de peso, a atriz teen foi a seu perfil no Twitter explicar que precisou restringir a alimentação por conta de uma alergia ao glúten e à lactose. A todos que estão me chamando de anoréxica, quero dizer que tenho alergia a esses elementos. O problema em questão não é peso, mas saúde, tuitou.

Miley ainda recomendou a dieta para todos os seus seguidores, inclusive os que não têm problemas de saúde. Todo mundo deveria ficar sem glúten por uma semana. As mudanças físicas e mentais são incríveis, vocês não vão se arrepender, disse. E foi aí que ela alimentou, de novo, a polêmica.

CONTRA x À FAVOR
Cortar de vez o glúten da alimentação é uma medida que divide opiniões entre os especialistas em nutrição. Enquanto uma parte acredita que um cardápio sem glúten facilita as funções do intestino e, por conseqüência, melhora também o bem-estar físico, existe o time dos que defendem que a ausência desta proteína não faz a menor diferença para quem não sofre da alergia que causa inflamações no intestino.

O que acontece é que as pessoas que tiram alimentos com glúten da dieta perdem peso, porque boa parte desses alimentos são calóricos, mas isso não muda as funções do intestino para quem não tem problemas com a ingestão, recomenda a Drª Vera Lúcia Sdepanian, uma das maiores especialistas em doença celíaca no Brasil, inflamação no intestino causada por uma alergia ao glúten.

A partir daí a equação é simples: quem diminuir a ingestão de calorias reduzirá também uns quilinhos na balança. Se a pessoa acrescentar exercícios físicos, como Miley tem feito, o resultado será ainda mais eficaz.
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Cardápio mais leve e saudável.

Cardápio mais leve e saudável

Nutricionista da atriz propõe três opções de cardápio a cada refeição para que você também perca peso sem abrir mão da saúde.

Café da manhã
· Opção 1: 1 fatia de pão sem glúten + 2 fatias médias de queijo minas + 1 pera + 1 copo de chá verde, branco ou vermelho
· Opção 2: ½ papaia + 1 omelete (de 1 ovo inteiro + 1 clara) + 1 copo de chá verde, branco ou vermelho
· Opção 3: 1 copo de leite desnatado batido no liquidificador com 8 morangos congelados

Lanche da manhã
· Opção 1: 10 castanhas-do-pará
· Opção 2: 1 pera
· Opção 3: 8 morangos

Almoço
· Opção 1: 3 colheres (sopa) de arroz integral + 1 concha de feijão + 1 concha de carne moída com chuchu e tomate + salada à vontade
· Opção 2: 2 colheres (sopa) de purê de batata + 1 posta média de peixe magro, cozido ou grelhado + salada de folhas à vontade
· Opção 3: 3 colheres (sopa) de arroz integral + 1 concha de lentilhas + 1 filé médio de peito de frango grelhado + couve mineira cozida à vontade

Lanche da tarde
· Opção 1: 1 fatia de pão sem glúten + 1 colher (sopa) de patê de frango (prepare o patê misturando frango cozido desfiado e maionese light na quatidade de sua preferência) + 1 copo de chá verde, branco ou vermelho
· Opção 2: 1 copo de leite desnatado batido com pó de gelatina diet do sabor de sua preferência (a gosto)
· Opção 3: 1 pote de iogurte de soja + 8 morangos + 1 copo de chá verde, branco ou vermelho

Jantar
· Opção 1: 3 colheres (sopa) de arroz com brócolis + 1 filé médio de peito de frango grelhado + salada à vontade
· Opção 2: 1 berinjela média recheada com frango desfiado + 3 colheres (sopa) de arroz integral + couve mineira cozida à vontade
· Opção 3: 2 colheres (sopa) de arroz integral misturado a 1 porção de couve-flor cozida e picada + 1 concha de estrogonofe (ao preparar a receita, substitua o creme de leite tradicional por creme de leite de soja) + abobrinha cozida à vontade

Ceia
· Opção 1: 1 xícara de chá de erva-cidreira sem açúcar
· Opção 2: 1 xícara de chá de camomila sem açúcar
· Opção 3: 1 xícara de chá de erva-doce sem açúcar

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DIETA SEM GLÚTEN.

Atualmente a mídia tem falado muito sobre a DIETA SEM GLÚTEN. Virou moda entre os famosos como receita de emagrecimento e bem estar e por isso reportagens, entrevistas e cardápios especiais tem sido divulgadas. Muitas pessoas que visitam o site da ACELBRA-RJ não são celíacas, mas buscam aqui informações que possam ajudá-las a entender o que é exatamente essa dieta e porque tantas pessoas estão a tirar o glúten de suas vidas.

Para tentar esclarecer um pouco, vamos resumir aqui de uma forma didática e simples, o que estamos presenciando.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada, centeio e por contaminação cruzada, na aveia (o plantio e beneficiamento da aveia no Brasil são feitos nos mesmos locais em que o trigo e por isso ocorre a contaminação). Numa dieta isenta de glúten esses cereais e seus derivados são substituidos. Assim os pães, massas, bolos, tortas, pozzas, salgados e doces são feitos com farinha de arroz, fécula de batata, polvilho doce ou azedo, maisena, fubá, farinha de grão de bico, etc. Quem faz uma dieta sem glúten precisa se adaptar a novos cardápios e sabores.

A Dieta sem Glúten vem sendo recomendada como única forma de tratamento para a Doença Celíaca desde a década de 1950. Mas como a doença até pouco tempo atrás era considerada rara, pouco se falava dessa dieta e do seu tratamento.

Nos quadros de alergia ao trigo/glúten, também se recomenda uma dieta sem glúten. Uma das diferenças entre esse tipo de alergia (mediada por IgE) e a doença celíaca é que, no caso da alergia existem medicamentos e vacinas para minimizar os sintomas ou dessensibilizar a pessoa das reações ao alimento alergênico. Na doença celíaca ainda não existe cura para essa reação auto-imune ao glúten e o único tratamento é uma dieta rigorosa isenta de glúten por toda a vida.

Hoje sabemos, através de estudos de pesquisadores americanos, australianos e europeus, que muitas pessoas tem problemas com o trigo e o glúten, além dos alérgicos e celíacos. A SENSIBILIDADE AO GLÚTEN representa uma gama de situações, abrangendo desde as pessoas com leve intolerância a essa proteína até os quadros graves de alergia alimentar e os de doença celíaca.

No Brasil, profissionais de saúde ligados à Terapia Ortomolecular (dieta do tipo sanguíneo e à Nutrição Funcional dieta hipoalergênica) vem recomendando uma dieta sem glúten a seus pacientes, independente de serem celíacos (leia o texto da Dra Noadia Lobão: Alerta para dieta sem glúten . Também temos visto o uso da dieta sem glúten no autismo transtorno global do desenvolvimento - leia o blog: Receitas sem glúten e sem caseína da Claudia Marcelino.

Assim, são muitas pessoas a retirarem essa proteína de sua alimentação cotidiana. Isso tem feito crescer a oferta de produtos sem glúten no mercado e também aumentar o nível de informação da população sobre o assunto.

Mas ainda estamos longe da realidade encontrada em outros países, onde em todos os estabelecimentos que comercializam alimentos, encontramos opções sem glúten nas prateleiras, balcões e cardápios.

Além da pouco oferta de produtos sem glúten no mercado brasileiro e do alto custo financeiro da dieta, o grande problema enfrentado pelo celíaco cotidianamente é a questão da contaminação cruzada por glúten nos alimentos. O que é isso ?

São traços de glúten encontrados no ambiente, nos vasilhames, fornos e ingredientes que contaminam os alimentos sem glúten e podem fazer muito mal ao celíaco. Quantidades minúsculas de glúten são suficientes para fazer o sistema auto-imune reagir e provacar um quadro de inflamação no intestino delgado do celíaco, além do risco da permeabilidade intestinal e da passagem para a corrente sanguínea de partículas mal digeridas de alimentos que podem causar mais doenças.

A lei federal 10.674/2003 determina o uso das expressãoes Contém Glúten e Não contém glúten", conforme o caso, no rótulo dos alimentos brasileiros. Se na lista de ingredientes constar trigo, aveia, cevada, centeio ou seus derivados, no rótulo do produto tem que constar a inscrição Contém glúten.

A lei nasceu para proteger o cidadão celíaco, mas como até hoje a ANVISA não a regulamentou, o que está acontecendo é estarrecedor. Algumas empresas, inclusive as grandes multinacionais, tem optado por usar a expressão Contém Glúten em seus produtos de forma generalizada, mesmo naqueles que não tem esse ingrediente, pois como há riscos de contaminação cruzada por glúten, elas preferiram excluir o consumidor celíaco de sua lista de clientes a fazer adequações para produzir de forma segura produtos sem glúten.

Nem fazer testes laboratoriais para verificar se realmente acontece a contaminação elas tem interesse. O curioso é ver que na Europa esses mesmos produtos não contém glúten.

Por outro lado estão as empresas que reconhecem que pode haver contaminação cruzada por glúten em seus produtos, mas além de não se interessarem em fazer testes laboratoriais, continuam usando a expressão Não contém glúten, pois estão atendendo ao texto da lei (na lista de ingredientes não consta glúten e por isso podem usar essa expressão).

Ao celíaco resta comprar e descobrir se aquele alimento é seguro ou não, se vai alimentá-lo ou envenená-lo. A lei foi criada para proteger, mas se tornou inócua frente à omissão da ANVISA em regulamentá-la e ao desinteresse da Indústria Alimentícia em atender ao consumidor celíaco, salvo belíssimas excessões.

A inscrição Não contém glúten deixa de ser uma segurança para o celíaco, obrigando-o a desconfiar de cada produto novo que encontra.

Para entender mais sobre contaminação cruzada por glúten, leia o texto: Contaminação Cruzada por Glúten

Com o aumento da procura por produtos sem glúten por um público mais diversificado não só celíacos, já estamos vendo alguns empresários interessados em investir na fabricação desse tipo de alimento, mas que não serão recomendados para celíacos, pois serão produzidos dentro de um ambiente e em máquinas que manipulam glúten!

O objetivo é atingir aos que tem sensibilidade ao glúten sem serem celíacos, pois estes podem suportar a presença de traços de glúten sem que isso represente riscos à sua saúde. Os celíacos estão se tornando excluídos dentro da sua própria zona de proteção, que são os produtos sem glúten !

Isis Valverde, atriz e celíaca, declarou em uma entrevista à Globo News que se sente um esquilo, pois precisa estocar alimentos em casa, pela dificuldade em encontrar produtos sem glúten. Agora vamos encontrar os produtos, mas não vamos poder comê-los ...

A Constituição Federal nos garante o Direito à Alimentação, mas ainda temos um longo caminho a percorrer até que esse direito seja realmente respeitado.
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