Guia de dietas

Aprenda as lições que valem a pena de seis dietas da moda

No Dia do Nutricionista, profissionais absolvem o que tem de bom na dieta da sopa, da proteína e outras
A promessa é realmente tentadora: perder os quilos que incomodam de forma prática e rápida. Quem nunca se rendeu ou ficou pelo menos intrigado com as famosas dietas da moda? Se funciona? A grande maioria dos especialistas garante que o resultado ?imediato? não se sustenta por muito tempo.

O segredo não é deixar de comer determinado grupo de alimento, e sim balancear todos, sempre com moderação", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrição, em São Paulo. Mas até mesmo as dietas restritivas podem ensinar boas lições para um plano de reeducação alimentar. Por isso, nesse Dia do Nutricionista, comemorado hoje (31), um time de especialistas entrega o que vale a pena aprender com elas.
Dieta Atkins

Assim é chamada a dieta que proíbe o consumo de qualquer carboidrato e permite a ingestão à vontade de gorduras e proteínas. O ponto positivo dela é que aos excluir os carboidratos da dieta, você é forçado a descobrir novas fontes de proteínas, além do trivial. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, é muito comum pensar que as proteínas existem apenas nas carnes e nos derivados do leite, o que não é verdade. Investir em grãos como soja, castanha, chia e gergelim é uma ótima maneira de consumir proteínas sem a companhia das gorduras saturadas, por exemplo. "Ovos, leite desnatado, queijos magros e peixes também são alimentos fonte de proteína e amigos de qualquer dieta saudável", aponta Roberto Navarro.

Por outro lado, a lista de desvantagens dessa dieta é longa. "Esse tipo de dieta está relacionada ao mal-estar, tontura e cansaço, já que são os carboidratos os responsáveis por dar energia ao nosso corpo", diz a nutricionista Cristina Grandjean, do Spa Fazenda Igaratá. "Além disso, o excesso de gordura e proteínas ingerido pode sobrecarregar o fígado, que terá trabalho extra para digerir tantos alimentos.

Use a criatividade na cozinha e ganhe saciedade comendo menos.

Use a criatividade na cozinha e ganhe saciedade comendo menos
Dá para substituir o trigo por farinha de banana e até preparar maionese de abacate
Atingir a sensação de saciedade, escolhendo os alimentos certos e na quantidade ideal, é o maior segredo das dietas que funcionam - afinal, a dificuldade não está em matar a fome depois de comer um prato de feijoada ou um sanduíche repleto de queijos e molhos, mas sim de se sentir satisfeito mesmo após um prato leve e rico em nutrientes.

As fibras encabeçam o ranking dos alimentos que mais saciam, seguidas de proteínas, gorduras e carboidratos. "Mastigar bem os alimentos e montar pratos visualmente atraentes também contribuem para que o cérebro alcance a saciedade", afirma o nutricionista Israel Adolfo, especialista em nutrição esportiva. No caso especial das fibras, vale lembrar que elas precisam ser mastigadas mais vezes e, ao formar um bolo durante a digestão, aceleram a liberação do hormônio da saciedade, o colecistocinina. Mas as dicas não param aí.

Existem truques eficientes também na hora do preparo dos alimentos e na decisão do que merece destaque na refeição. Se você quer montar um cardápio campeão na hora de matar a fome, sem calorias demais e sabor de menos, aproveite as dicas a seguir. 
Cenoura no molho de tomate

Para tirar a acidez do molho de tomate, use uma cenoura crua ralada para substituir o açúcar. O nutrólogo da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), Roberto Navarro, explica que a cenoura é um legume rico em betacaroteno, que se converte em vitamina A e é ótimo para a visão. "O sabor adocicado deste legume permite que o molho de tomate fique ainda mais saudável", afirma. Além disso, as fibras da cenoura favorecem a sua digestão. 

Dieta dos Pontos faz você emagrecer comendo de tudo.

Dieta dos Pontos faz você emagrecer comendo de tudo
Com poupança de pontos, excessos em eventos sociais não dão dor de cabeça
Quem está tentando emagrecer já deve ter ouvido falar da famosa Dieta dos Pontos pelo menos uma vez. Criada em 1970 pelo endocrinologista da Universidade de São Paulo Alfredo Halpern, a dieta consiste em contar calorias por meio de pontos. Nesse sistema, explicado em detalhes no livro A Dieta dos Pontos, tudo está liberado. "O segredo está em fazer os cálculos antes das refeições e se programar para elas", afirma a nutricionista responsável pela equipe do Minha Vida, Roberta Stella.

Para adotar o regime, o primeiro passo é descobrir quantos pontos você deve consumir por dia. O cálculo é feito analisando-se peso, altura, sexo, idade e nível de exercícios físicos praticados por cada indivíduo. Quem deve determinar esse número, pessoal e intransferível, é um médico ou nutricionista. 
Os pontos dados a cada alimento são definidos levando-se em conta a quantidade de calorias e gorduras. Por isso, quanto mais pontos, mais cuidado você precisa ter. "Os alimentos com maior teor de gorduras são, geralmente, pouco saudáveis e devem ser evitados. É o caso dos cortes gordos de carnes, queijos amarelos, leite integral, bolos, tortas e frituras", diz Roberta. Por outro lado, itens com muita água e pouca gordura, como legumes, verduras e frutas, são os menos pontuados.

Planejando as refeições com alimentos menos pontuados, você consegue comer mais. Isso significa que, nessa dieta, a regra número um é acabar com a relação entre fome e perda de peso.
Em vez de ficar sem comer, você aprende a escolher bem o que vai mastigar. "Isso aumenta a saciedade, retardando a sensação de fome. E ainda possibilita a ingestão de uma maior variedade de nutrientes, ajudando, também, a saúde", defende Roberta. Para não perder as contas, ter um diário da dieta é aconselhável.

A dieta também inclui uma poupança de pontos. "Você tem um limite diário de consumo. Se ele não for atingido, a sobra pode ser usada em outro dia daquela semana", explica Roberta Stella. Assim, controlar a alimentação durante a semana garante maior liberdade nos happy hours de sexta-feira, nas festas de família e nos encontros com amigos. Mas cuidado: o contrário também vale. Se abusar muito em um dia, ficará no negativo e terá de compensar depois. 
A malhação também entra na conta. Os pontos correspondentes aos exercícios praticados cada dia funcionam com uma espécie de bônus alimentar, cujo valor varia de acordo com a modalidade.

Alguns exemplos, considerando-se um período de uma hora de atividade, são dança de salão (cinco pontos), caminhada leve (três), musculação iniciante (três), bicicleta ergométrica com esforço leve (cinco) e step de 15 a 20 centímetros (sete). Assim, quando treina, a pessoa ganha o direito de comer mais

Guia de Dietas Introdução. 

Guia de Dietas

Introdução
Os alimentos são compostos por várias substâncias químicas conhecidas por nutrientes e que, em conjunto, são essenciais ao nosso corpo. Quando o alimento é ingerido, ocorre o processo de digestão, tendo como produto final os elementos que são absorvidos pelo organismo. São eles: proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, sais minerais e água. Alguns deles são produzidos pelo próprio corpo, porém a maioria somente é obtida através da alimentação.

Para se ter uma boa alimentação, deve haver um equilíbrio entre qualidade e quantidade dos alimentos, fornecendo desta maneira todos os nutrientes acima citados, necessários para o bom funcionamento do organismo. 
Para uma alimentação balanceada é fundamental ingerir pelo menos um alimento de cada grupo abaixo mencionados em cada refeição. As quantidades irão variar com as calorias totais estipuladas.

Existem três grupos diferentes de alimentos, cada um com uma função específica no organismo. São eles:

Grupo dos construtores: composto por alimentos que fornecem proteínas, necessárias para o crescimento e reparação dos tecidos. Ex: carnes, leite, ovos e feijões.

Grupo dos energéticos: funcionam como "combustível" para o organismo. São aqueles alimentos que nos possibilitam andar, correr, pensar etc. 
Ex: óleos, macarrão, batata, pães, farinhas, doces, geléias, cereais etc.

Grupo dos reguladores: é o grupo que fornece vitaminas e minerais, que são responsáveis por "regular" o funcionamento do organismo. 
Ex: o ferro participa da formação do sangue. São alimentos reguladores todas as frutas, verduras e legumes, exceto batata, mandioca, cará, inhame e mandioquinha