Dietas que emagrecem

DIETAS PARA EMAGRECER

Alfredo Halpern é médico endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP. Publicou pela Editora Record os livros "Pontos para o gordo"e, em coautoria com Claudir Franciatto, "Desta vez eu emagreço!" e "Magro para sempre!". A+a-
Imprimir
O cérebro humano foi moldado numa época de extrema penúria. Ao longo de toda a história da evolução, a humanidade nunca obteve alimentos com facilidade. Para consegui-los, havia que correr atrás deles e gastar muita energia. Depois, diante da presa abatida, era preciso comer o máximo possível para acumular reservas e enfrentar os períodos de jejum que se seguiriam.

Hoje, os tempos são outros. Para parte expressiva da humanidade, são tempos de fartura e comodidade. Alimentos de alto valor energético e grande conteúdo calórico estão aí, em abundância, e podem ser conseguidos com mínimo esforço.

Pegar um indivíduo criado em época de penúria e colocá-lo diante da geladeira cheia, do disque-pizza, da churrascaria rodízio, de sanduíches transbordando recheios, é expô-lo a uma tentação que não está preparado para resistir. Por isso, a obesidade está se transformando uma doença que acomete homens, mulheres e crianças num verdadeiro problema de saúde pública.

HERANÇA GENÉTICA

Drauzio – O que você acha da expressão "dietas para emagrecer"?

Alfredo Halpern – Detesto. Pior do que ela só a palavra regime. Sabe por que as detesto? Primeiro, porque são palavras que indicam restrição. Por isso, todo o mundo tem antipatia por regime e dieta. Segundo, porque parecem indicar algo provisório. É uma questão de filosofia. A pessoa que nasceu para ser gorda, se fizer qualquer coisa provisória, emagrece um pouco e volta a engordar.

Drauzio – O que você entende por "pessoa que nasceu para ser gorda"?

Alfredo Halpern – Atualmente está demonstrado que existem pessoas que nasceram programadas para serem gordas. Descendem de ancestrais que sobreviveram numa época de penúria, de falta de alimento, de vida dura, porque tinham um sistema genético aparelhado para estocar energia a fim de usá-la nos períodos de escassez. Quem são essas pessoas? Somos nós, é a grande maioria. Indivíduos que não engordam, os que chamo de "magros de ruindade", são cada vez mais uma exceção no mundo de hoje.

No Brasil, 40% das pessoas estão com excesso de peso e, se continuar nesse ritmo, daqui a 20 anos, vai existir mais gente gorda do que gente magra, porque pelo menos 60% da população estará acima do peso.

Dieta para perder 3 kilos em 5 dias!

Dieta para perder 3 kilos em 5 dias!
Perder 3 kilos em 5 dias sem pasar fome parece uma missão impossível? Mas não é. A nutricionista e especialista em psicologia do emagrecimento, Vanessa Franzen Leite (RS), ensina uma dieta hipocalórica que garante a perda de até 3 kilos em menos de uma semana.

O segredo é uma dieta equilibrada, com itens de baixas calorias, que ativem o metabolismo e façam seu corpo queimar gordura. Com um cardápio de 900 calorias diárias, a expert garante: você pode conseguir a silhueta sequinha que tanto deseja.

E o melhor: sem passar fome ou ficar indisposta.
Então já sabe: siga à risca as recomendações, turbine a geladeira e a despensa com os itens certos e capriche na produção. Depois disso, atrair olhares e fazer o maior sucesso na festança será apenas uma (feliz!) consequência. Veja o cardápio da dieta.

Dieta da USP faz perder peso.

A resposta é sim! A Dieta da USP, método de emagrecimento mais famoso dos anos 90, funciona, mas oferece perigos à saúde
Sucesso nos anos 90, a Dieta da USP é procurada até hoje pelos brasileiros. O motivo é simples: o método promete emagrecer muito em pouco tempo, com um cardápio basicamente formado de ovos, presunto e café.

Apesar do nome, a origem dessa dieta é duvidosa e já foi motivo de discussão. A própria Universidade de São Paulo não confirma o fato de o cardápio ter sido elaborado por seus especialistas. Mas, uma coisa é fato: quem fez garante que emagrece mesmo.

A princípio, a dieta deve ser seguida por apenas 15 dias. "Se for mantida por um tempo maior, a pessoa pode ter complicações renais e alterações cardíacas", diz a nutricionista Larissa Cohen, do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro.

Não se pode deixar de levar em conta os efeitos colaterais que a pessoa pode ter durante a dieta, como cefaléia, constipação intestinal, mau hálito, cansaço, fraqueza muscular, alterações no sono, estresse físico e emocional e, como todas as dietas de perda rápida, o risco de engordar tudo de novo. Vai encarar?

Cintura fininha x saúde
Se o objetivo é perder peso e o regime for seguido à risca, ele funciona, mas com algumas ressalvas. "O emagrecimento é rápido devido à perda de líquidos, massa muscular e pouca gordura. Quando a pessoa atingir seu objetivo e relaxar, ou seja, voltar à alimentação habitual, não conseguirá manter essa perda de peso", alerta Larissa.

Emagrecimento saudável é aquele em que não perdemos massa muscular nem líquidos, e sim, gordura de verdade; é um emagrecimento que não permite sacrifícios e se torna prazeroso ao longo do tempo.

A nutróloga Flávia Pinho aconselha a sempre procurar um médico antes de começar qualquer dieta com restrição calórica. "Muita doenças como hipertensão, diabetes, colesterol elevado são silenciosas", explica a especialista.

Primeiro Dia

Manhã: Café preto sem açúcar, com adoçante
Almoço: 2 ovos cozidos e ervas a desejar
Jantar: salada de alface com pepino e salsão à vontade

Segundo Dia

Manhã: Café com bolacha cream-crakers
Almoço: 1 bife grande com salada de frutas à gosto
Jantar: Presunto à vontade

Terceiro Dia

Manhã: Café com biscoito cream-crakers
Almoço: 2 ovos cozidos, salada de vagem e 2 torradas
Jantar: presunto e salada

Cansada de fazer dieta? 3 regras simples para emagrecer. 

Cansada de fazer dieta? 3 regras simples para emagrecer
Confira três táticas fáceis, mas superpoderosas, para vencer a luta contra a balança
Enxugue as medidas sem sacrifício

Entra ano, sai ano e você continua com a mesma queixa: não consegue enxugar aqueles quilinhos que insistem em mascarar suas curvas. Tentativas não faltaram, pelo contrário: a lista das dietas que entraram na sua vida vai de A a Z, mas mesmo assim a balança não se rendeu. Se essa novela parece familiar, chegou a hora de mudar o roteiro. Agora, o final da história será diferente. Para ajudá-la a reverter o cenário, consultamos os maiores especialistas no assunto no país — o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo e criador da Dieta dos Pontos, o colega Walmir Coutinho, coordenador da Força-Tarefa Latino Americana de Obesidade, a diretora do grupo Vigilantes do Peso de São Paulo, Cleide Guimarães, a empresária Lucília Diniz, que eliminou 60 quilos da sua silhueta, e a nutricionista Ana Herb, do Centro de Recuperação e Estudos da Obesidade (Creeo). Com eles, escolhemos a dedo três poderosíssimas estratégias para ajudá-la a fazer as pazes com o espelho. A seguir, o resultado. Tudo ao seu alcance!

1. Corte 50% do doce

A maioria de nós não resiste aos encantos açucarados e se rende principalmente ao chocolate quase todos os dias — e em doses exageradas. Ops, hora de mudar. "Quem quer conquistar um corpo cheio de curvas tem de reduzir a cota de guloseimas pelo menos pela metade", diz o endocrinologista Alfredo Halpern. Se o açúcar representa o paraíso na terra cada vez que passa pela nossa boca, o doce também é cruel e impiedoso com a nossa silhueta. Então, por que permitir 50%? "Estudos comprovam que, quando se restringe demais o cardápio, cortando radicalmente os ingredientes mais amados, o risco de um ataque à geladeira aumenta potencialmente", diz a nutricionista Ana Herb. Para as formiguinhas de plantão, há duas maneiras de manter o projeto musa. Se a necessidade de degustar um docinho for diária, tudo bem. Mas a dose terá de ser pequenina. Vale comer todo dia, por exemplo, um bombom Alpino ou Sonho de Valsa, uma banana passa com chocolate, dois cookies de chocolate, dois biscoitos recheados, dois brigadeiros pequenos (tamanho de festa), uma minibarrinha (15 gramas) de chocolate, daquelas que vêm em caixa com miniaturas da Lacta ou da Nestlé, ou dois Bis. Outra opção, mais recomendada: o regalo fica liberado só uma vez por semana e, nesse caso, a dose aumenta: uma taça com duas bolas de sorvete diet com cobertura diet, uma fatia de bolo ou de torta de frutas, um quadrado de brownie, uma fatia de pudim de leite, uma taça de musse ou uma barra de 50 gramas (tipo Suflair) de chocolate. Mas atenção: não misture dois doces em um só, como a tradicional dupla torta ou bolo com sorvete. E procure optar por doces que levem fruta, como musse de maracujá, torta de maçã, bolo de laranja, em vez daqueles que são chocolate puro. Assim, você reduz o teor de gordura da sobremesa e minimiza as calorias. E por último: quando for impossível resistir ao doce que mais ama, divida com uma amiga. Assim, as duas saboreiam a delícia sem sair da linha.

2. Diga sim ao carboidrato camarada

Descarte de uma vez por todas aquela velha estratégia de cortar pão, massa e arroz para tentar um emagrecimento a jato. Várias pesquisas já provaram que reduzir drasticamente a cota de carboidrato do menu pode provocar queda no rendimento intelectual, cansaço e até mesmo depressão. "E quem adota regimes radicais está fadado a engordar tudo de novo", diz o endocrinologista Walmir Coutinho. Mas como mantê-los no cardápio e perder peso? Você precisa saber escolher o carboidrato do bem. O refinado (presente no pão branco, nos biscoitos e no arroz branco) e o simples (como açúcar e mel) são campeões em aumentar sua fome. Ao serem ingeridos, o organismo libera rapidamente altas doses de insulina para manter o índice de glicose no sangue sob controle. E esse processo manda o apetite para as alturas. Além disso, alimentos como esses — que liberam altos índices de açúcar no sangue — são um dos principais responsáveis pelo diabetes tipo 2, que pode ser evitado adotando hábitos alimentares saudáveis. "Para despistar a fome, nutrir seu organismo e se deliciar com as refeições, adote os integrais", diz Cleide Guimarães, do Vigilantes. Troque o arroz branco pelo integral, adote pão integral, de centeio, aveia ou de fibras e deixe de lado o pão francês ou o pão de fôrma tradicional. Opte por cereal matinal integral tipo Nesfit ou All Bran ou até mesmo aveia no lugar do tradicional Sucrilhos — altamente refinado e rico em açúcar. Se a pedida for macarrão, você encontra a versão integral em vários supermercados e lojas de produtos naturais. Quando quiser se deliciar com uma torta ou uma pizza e não tiver a chance de escolher as integrais, escolha um recheio de verdura ou legume, como brócolis, escarola e rúcula. Combinados com os carboidratos, eles ajudam a domar a sua fome.

3. Eleja seu Mc Dia Feliz

Hambúrguer, batata frita, sundae, milkshake... Qual de nós não vai à loucura por causa dessas guloseimas tentadoras? Mas o fim da história todas sabemos: arrependimento e ponteiro da balança em alta. As maravilhas do mundo da lanchonete se revelam entre os piores inimigos da dieta por ser carregadas de muita gordura — e conseqüentemente lotadas de calorias. Por isso, ou você passa a limitar a junk food no seu menu ou então vai estar fadada a viver reclamando das curvas. Mas o melhor vem agora: dá para fazer um acordo de paz com a balança sem ter que abandonar essas veneradas guloseimas. Ainda bem, porque a gente já está cansada de saber que isso é quase impossível. Tem dias que nada no mundo pode aplacar a gula a não ser um sanduíche caprichado ou um sundae daqueles. Por isso, pode incluí-los no cardápio, mas com sabedoria. "Um dos segredos é selecionar as combinações", diz a empresária Lucília Diniz. Quando estiver na lanchonete, por exemplo, evite um menu explosivo. Se quiser um sanduíche mais reforçado, tipo Big Mac, dispense a batata frita e sobremesa. Quando quiser mais acompanhamentos, fique então com um lanchinho mais leve — por exemplo, um hambúrguer simples, uma batata pequena e um sorvete de casquinha. Se a vontade for detonar um sundae ou milkshake, permita só um sanduíche ou batata frita — e em doses pequenas. Nesse caso, o ideal é dividir o regalo salgado com uma amiga para saborear o doce sem peso na consciência. Quem adotar esse tipo de estratégia pode incluir um fast food no cardápio a cada 20 dias. Mas, se um dia sua vontade de devorar um lanche completo chegar às alturas, ok, vá em frente. Com duas condições. Primeira: maneirar no garfo nas outras refeições do dia, elegendo apenas pratos ultraleves. Segundo: esse tipo de farra gastronômica na lanchonete não pode virar rotina — sua cota é, no máximo, uma vez por mês.