Dieta

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dieta para gestantes.

A gestante deve se alimentar bem não passando fome, mas ao mesmo tempo não engordando muito.
O ganho ideal do peso da mãe é entre 10 e 12 quilos durante a gravidez. A gestante deve fazer 6 refeições por dia, devendo comer pouco por vez. No final do dia ela terá comido a mesma quantidade que normalmente come, mas fracionada. Com isso seu estômago trabalhará com calma, não produzindo um excesso de ácido clorídrico e também não ficará muito tempo sem alimento no seu interior, para consumir o ácido, propiciando uma boa digestão e diminuindo a chance da gestante ter azia.

ALIMENTAÇÃO:
Dieta hipocalórica (pobre em açucar): evitar ao máximo bolos, balas, refrigerantes, sorvetes, chocolates e doces em geral. Sempre que a gestante tiver vontade de comer alimento doce, procure antes avaliar as calorias do alimento. Por exemplo: se tiver vontade de comer bolo, procure comer um bolo sem recheio e sem cobertura, pois a cobertura mais o recheio juntos vão mais que dobrar as calorias do pedaço do bolo.

Dieta hipogordurosa (pobre em gorduras): a gestante deve evitar carnes gordas: carnes de porco, maminha, costelas, fraldinha, picanha e cupim; em geral, todas as carnes muito macias; carnes escuras e pele de frango; frituras em geral. As frituras e carnes gordurosas são de difícil digestão, sobrecarregando muito o funcionamento do estômago, além, é claro, de ter muitas calorias.

Dieta hiperproteica (ricas em proteinas): é a proteina que faz o feto crescer: tubérculos (mandioca, cará e batata), grãos (arroz,feijão, lentilha e ervilha), frutas e carnes; comer mais carnes magras e brancas (peito de frango, peru e carne de peixe). Não deve ficar duas refeições principais (almoço ou jantar) sem comer carne. Lembre-se sempre que a maioria destes alimentos (principalmente grãos, frutas e tubérculos) também são rico em açúcar.

Dieta hipervitamínica (rica em vitaminas): espinafre, feijão, ovos (4 à 5 por semana). Também poderá cozinhar, pelo menos, um alimento, no almoço e no jantar, em panela de ferro (aquela panela preta e pesada).

Dieta rica em cálcio - tomar em média 2 a 3 copos de leite por dia ou seus derivados. Comer mais queijos brancos (tipo Minas, ricota ou mussarela), coalhadas naturais,etc. Evitar alimentos com conservante em excesso.

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A importância da dieta na gestação.

A importância da dieta na gestação

Ao estranhar que fetos de mulheres sadias e com hábitos saudáveis apresentavam problemas cardíacos, o cardiologista Paulo Zielinsky tomou, em meados de 2006, uma decisão: esmiuçar a vida dessas mulheres em busca de uma resposta para doenças aparentemente inexplicáveis. Descobriu, primeiro, que eram futuras mães que seguiam a risca a dieta de nutricionistas e não tomavam medicamentos sem o conhecimentos de seus médicos. Então, onde estaria o problema?

– Comecei a suspeitar que, assim como os medicamentos anti-inflamatórios fazem mal ao feto no final da gravidez, os flavonoides contido nas frutas e verduras, por exemplo, também poderiam causar prejuízo à saúde por terem essa mesma propriedade – conta o médico do Instituto de Cardiologista do Rio Grande do Sul (IC-RS).

O resultado prático da pesquisa é que, a partir de agora, as dietas para gestantes começarão a suprimir ou reduzir ao máximo o consumo dessas substâncias. É um passo importante dado pela ciência para melhorar a gestação, mas não é o único. Pipocam ao redor do mundo estudos que relacionam a alimentação ao desenvolvimento fetal e à saúde das mamães.

– Isso é fruto, em parte, da tecnologia que permite que se avalie, além dos nutrientes, outras substâncias presentes no alimentos que tem importância nesta fase da vida da mulher – explica a nutricionista Raquel da Luz Dias, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

A ideia de que mães precisam comer por dois sem se preocupar com a balança já é coisa do passado. Hoje, o ideal é que as gestantes não ultrapassem os 12 quilos de sobrepeso.

– A gestante vai ter de comer mais, sim, mas, principalmente, comer de forma correta. Ela vai precisar mais de alguns nutrientes do que de outros. Alguns deles dependerão de mulher para mulher – explica a nutricionista Martine Elisabeth Kienzle Hagen, professora do curso de Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Por isso acompanhamento nutricional é fundamental. Segundo Martine, a mulher que está grávida terá de aumentar o consumo de proteínas e de cálcio, ferro, selênio e zinco, além de vitaminas do complexo B, que ajudam na formação do feto. O quanto é necessário ingerir dependerá de avaliações médicas e nutricionais.

– Mesmo que a grávida acredite que tem uma alimentação saudável, ela deve ser avaliada novamente durante a gravidez – detalha.

A pesquisa de Zielinsky contribui para melhorar os cuidados durante a gestação. Até os saudáveis sucos de uva e laranja podem se tornar inimigos quando a barriga cresce, e uma nova vida se encaminha.


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A nova dieta das grávidas.

A nova dieta das grávidas
Estudo gaúcho inédito revela que gestantes devem evitar alimentos saudáveis, como o suco de uva e de laranja, brócolis e até a maça nos três meses antes do parto
Heroínas no combate ao envelhecimento e às doenças degenerativas, substâncias conhecidas como flavonóides presentes em alimentos como o suco de uva se transformam em vilãs quando ingeridas por mulheres nos últimos meses de gestação. Foi o que descobriu uma pesquisa realizada por três anos no Rio Grande do Sul e divulgada no prestigiado Journal of Perinatology, uma das principais publicações médicas ligada à Nature.

O estudo gaúcho, coordenado pelo cardiologista Paulo Zielinsky, revela que essas substâncias encontradas em alimentos saudáveis, como sucos de uva e laranja, nos chás e até no chimarrão, podem prejudicar o funcionamento do coração do feto que está prestes a nascer.

Com funções antioxidantes e anti-inflamatórias, os flavonoides estão presentes atualmente na maioria das dietas orientadas por especialistas. A todo o momento surgem novas pesquisas ao redor do mundo apontando os benefícios da ingestão dessas substâncias em diferentes fases da vida. Alçado ao estrelato por médicos e nutricionistas, os polifenóis, como também são conhecidos, agora têm sua imagem arranhada pela primeira vez por uma pesquisa científica. Ao acompanhar o desenvolvimento do coração de 143 fetos, Zielinsky descobriu evidências clínicas de que, no terceiro e último trimestre da gestação (entre a 28 e 40 semanas), o consumo de alimentos ricos nessas substâncias pode levar a insuficiência cardíaca do bebê em formação. Mesmo após o nascimento, a criança continua correndo riscos decorrente da ingestão de flavonóides pela mãe durante a gravidez, ficando vulnerável a sofrer após o parto de hipertensão respiratória – quando os pulmões não funcionam direito devido à má oxigenação. Doenças que podem levar a morte, alerta o médico.

A dúvida era por que substâncias que melhoram a qualidade de vida de crianças, adultos e idosos se mostram tão prejudiciais durante a fase fetal. Durante o estudo, os pesquisadores notaram que a função anti-inflamatória dos flavonoides inibe a produção da prostaglandina, substância produzida pela placenta que tem a função de manter aberto um canal que une a artéria pulmonar à aorta, chamado de ducto arterioso. Esse duto funciona como uma espécie de desvio para parte do sangue que sai do coração em direção aos pulmões que, por não estarem ainda funcionado, necessitam de apenas 15% do sangue que é bombeado a eles. Com o fechamento do canal, estimulado pela ingestão dos flavonoides, o coração começa a trabalha de forma incorreta, causando arritmias.

– Depois dos sete meses, esse canal depende da prostaglandina para ficar aberto. Quando a criança nasce saudável, ela começa a respirar, e o duto se fecha por falta da substância que era produzida na placenta – explica o cardiologista.

Uma segundo passo da estudo tentará agora medir como se dá essa interferência dos flavonoides e quais sãos níveis toleráveis para consumo de alimentos ricos nessas substâncias. Até lá, a orientação do médico é radical:

– A melhor medida preventiva é evitar a ingestão desses alimentos durante o terceiro trimestre da gestação. Depois, podem voltar a serem consumidos.

Ao apresentar o estudo em congressos e seminários ocorridos recentemente, o cardiologista sentiu o peso de macular a imagem das substâncias que viraram estrelas da nutrição moderna.

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valiação da dieta de gestantes com sobrepeso.

valiação da dieta de gestantes com sobrepeso
O objetivo deste estudo foi avaliar o consumo alimentar e verificar a adequação de calorias e de alguns nutrientes em gestantes com sobrepeso pré-gestacional. Estudou-se uma amostra de 110 gestantes que freqüentavam ambulatório de assistência pré-natal na cidade de São Paulo. A alimentação foi verificada pelo método de inquérito recordatório de 24 horas. A proporção dos macronutrientes foi de 55% de carboidratos, 16% de proteínas e 29% de lipídios. A média de energia da dieta foi de 1736 kcal. Entre os micronutrientes analisados, apresentaram consumo inadequado: o cálcio, com aproximadamente 50% de adequação; o ferro, com 33%; e o folato, com 43%. A dieta mostrou-se satisfatória em energia e insuficiente em relação ao cálcio, ao ferro e ao folato. Estes dados permitem supor a existência de deficiências nutricionais específicas no grupo estudado.

Termos de indexação: gravidez, ganho de peso, alimentação, dieta.

ABSTRACT

The objective of this study was to verify the adequacy of calories and some nutrients intake in pregnant women with pregestational overweight. A sample of 110 pregnant women, attending a prenatal assistance ambulatory of the city of São Paulo (Brazil), was evaluated. The diet was investigated by the 24-hour recall method. The proportion of macronutrients was 55% of carbohydrates, 16% of proteins and 29% of lipids. The median caloric consumption was 1736 cal. The intake of some micronutrients was fitting the recommendations in about 50% for calcium, 33% for iron and 43% for folate. The diet calories were satisfactory, but the amounts of calcium, iron and folate were insufficient. These data permit a presumption of the presence of specific nutritional deficiencies in the studied group.

Index terms: pregnancy, weight gain, feed, diet.

INTRODUÇÃO

A alimentação tem papel relevante para a saúde dos indivíduos, principalmente nas etapas da vida caracterizadas pelo aumento da demanda de energia e de nutrientes, como a gestação. Neste período ocorrem intenso e peculiar processo de formação de tecidos e grandes transformações orgânicas durante um curto espaço de tempo (King & Weininger, 1991; Guthrie & Picciano, 1995).

Atualmente, com o aumento do sobrepeso na população brasileira, sobretudo em mulheres, tornam-se necessários o acompanhamento mais eficiente do ganho de peso durante a gestação e o atendimento nutricional não apenas para as gestantes com baixo peso, mas, também, para aquelas com sobrepeso pré-gestacional e risco de ganho excessivo de peso durante a gravidez (Engstrom & Anjos, 1996).

Apesar da forte correlação entre as mudanças de peso da mãe e o da criança, segundo Susser (1991), em termos de peso ao nascer, a nutrição e a dieta materna merecem mais atenção que o ganho de peso materno por si só.

O total de energia da dieta de gestantes com sobrepeso prévio ou ganho de peso excessivo durante a gestação deve ser menor em relação ao daquelas com peso prévio ou gestacional normal; porém, as quantidades adicionais de proteínas e outros nutrientes são as mesmas para os dois grupos (Bourne, 1987; Neuhouser, 1996).

Alguns nutrientes devem ser analisados quando se estuda a alimentação de gestantes, em virtude de serem os que têm maior probabilidade de consumo inadequado, pelo fato de não serem amplamente distribuídos nos alimentos e/ou por suas recomendações serem percentualmente muito maiores em comparação com os demais. Entre estes encontram-se cálcio, fósforo, retinol, vitamina C, folato e ferro.

Considerando os aspectos abordados, o objetivo do presente trabalho foi verificar o valor energético e a adequação nutricional da ingestão dietética de mulheres grávidas, com sobrepeso prévio ou adquirido durante a gestação, observando-se a ocorrência de consumo adequado de nutrientes.

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