Chá e Chás

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Chá de Quebra Pedra para cálculos renais.

Chá de Quebra Pedra é o nome popular de uma planta, cientificamente chamada Phyllanthus. OChá de Quebra Pedraapresenta uma extrema capacidade de adaptação, podendo suportar locais muito adversos, na maioria das vezes com baixo nível de umidade e nutrientes.

OChá de Quebra Pedraé comum se alastrarem nas rachaduras e frestas dos muros e calçadas: quem observa pode pensar, que foram elas que provocaram as rachaduras para poder brotar. É justamente por essa característica que surgiu o nome popularChá de Quebra Pedra (em espanhol, é conhecida como chanca piedra).

O Chá de Quebra Pedra popular brasileira utiliza esta planta como auxiliar no tratamento de problemas relacionados ao aparelho urinário e também no combate a problemas estomacais.

O nome Phyllanthus vem do grego phyllon (folha) e anthos (flor), em referência às flores produzidas em ramos que se assemelham a folhas compostas. A maior parte do gênero é de origem paleotropical, com cerca de 200 espécies distribuídas pelas Américas, principalmente Brasil e Caribe. Cerca de onze espécies atingem latitudes temperadas, mas não são encontradas na Europa e na costa pacífica do continente americano. No Brasil o Chá de Quebra Pedra, as espécies mais conhecidas e chamadas popularmente de Chá de Quebra Pedra ou erva-pombinha são as Phyllanthus niruri L.,Phyllanthus amarus Schum. & Thonn e Phyllanthus tenellus Roxb. Müll. Arg., reconhecidas popularmente por suas propriedades diuréticas.

A espécie do Chá de Quebra Pedra mais facilmente encontrada no Brasil - e também a mais utilizada - é a Phyllanthus niruri. O uso praticamente se restringe à medicina popular, uma vez que quase não são vistas espécies deste gênero utilizadas como ornamentais.

CHÁ DE QUEBRA PEDRA

O Chá de Quebra Pedra, receita passada de mãe para filha e divulgado popularmente para combater os doloridos cálculos renais, ganha comprovação científica. Mas é importante ressaltar que não funciona exatamente como prega a crença popular, quebrando as pedras dos rins. O Chá de Quebra Pedra não quebra e nem dissolve pedra nos rins, apenas ajuda a evitar que os cálculos se formem. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estudaram a Phyllantus Niruri, nome científico da planta da qual é feito o Chá de Quebra Pedra, e chegaram a conclusão de que realmente se trata de um chá muito eficaz para evitar a formação de pedra nos rins, mas não para eliminá-la depois de formada.

Fica evidenciado que uma das formas de se evitar a formação de pedra nos rins é o uso do Chá de Quebra Pedra, o qual, não serve para o tratamento de cálculos renais já formados, mas quando utilizado regularmente, pode impedir a formação de novos cálculos renais.

Resumo: O Chá de Quebra Pedra pode ser útil para evitar a formação de cálculo renal, mas não serve para quebrar e nem eliminar as pedras quando já estão formadas.

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Chá Quebra Pedra ficando famoso.

A cada dia que passa, fica mais famoso entre os jovens o consumo de Chá Quebra Pedra.

Isso porque a alimentação de hoje em dia é repleta de sal, e esse sal se acumula em nossos rins, formando as pedras nos rins, ou cálculos renais. O Chá Quebra Pedravem justamente combater esse mal, auxiliando o organismo a quebrar e expelir essas pedras. Mas funciona mesmo o consumo do Chá Quebra Pedra? Sim, seu consumo nessa forma é o mais inidicado, até por auxiliar no aumento da ingestão de liquidos, muito necessária durante o estado agudo do cálculo renal.

O Chá Quebra Pedra é uma planta conhecida principalmente pelos benefícios do Chá Quebra Pedra. As raíes dessa planta são reconhecidas por possuirem derivados flavônicos, triterpenóides e esteróide estradiol que têm ação diurética, antibacteriana, hipoglicemiante, antiespamódica, hepatoprotetora, anticancerígena, litolítica, colagoga. Por esse e outros motivos é tão interessante analisar a importância do Chá Quebra Pedra para nossa saúde.

O Chá Quebra Pedra ou erva pombinha, arrebenta pedra ou saxifraga é indicado para prevenir a formação de cálculo renal. Além disso, a sabedoria popular nos ensina ainda que o Chá Quebra Pedra soluciona diversos outros problemas de saúde que afligem o nosso dia-a-dia, tais como nefrites, cistites, pielites, hepatite do tipo B e hidropsia. O modo como fazer o Chá Quebra Pedra e como tomar o chá quebra pedra é muito simples, rápido e prático.

Tome o Chá Quebra Pedra e sinta as virtudes que ele possuí atuando em seu corpo evitando cálculo renal que causa dores e transtornos com tratamentos que podem chegar até em cirurgia.

Mas para que serve exatamente o Chá Quebra Pedra? Cálculo Renal é uma resposta muito adequada.

Então se interessou pelo Chá Quebra Pedra… Como Fazer? Nosso site te ensina.
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Chá de Quebra Pedra Receita.

O Chá de Quebra Pedra é amplamente encontrada em todo o país e, não é a toa que ela tem este nome. Ela é muito procurada para eliminar cálculos nos rins. Aqui veremos como fazer um chá para pedras nos rins, mas que tem outras utilidades também como analgésico, anti espasmos e para combater a hepatite B.

Chá de Quebra Pedra

Você vai precisar para fazer o Chá de Quebra Pedra:

2 colheres de sopa de quebra pedra seca
Um litro de água
Modo de Preparo:

Ferva a água e acrescente o quebra pedra. Tape a panela e deixe por cinco minutos.

Posologia

Beba o Chá de Quebra Pedra durante todo o dia em pequenas quantidades.

Outras dicas do Chá de Quebra Pedra

Este mesmo Chá de Quebra Pedra também pode ser usado, combate à hepatite B, como analgésico ou aintespasmódico.

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Veja para que serve Quebra Pedra.

Se vocês repararem o nome científico do quebra-pedra, ira aparecer spp logo após o nome do gênero Phyllanthus, isto quer dizer que estamos nos referindo a várias espécies do gênero Phyllanthus, como a Phyllanthus niruri, Phyllanthus tenellus, Phyllanthus amarus, Phyllanthus corcovadensis, entre outras, que possuem as mesmas propriedades farmacológicas. As plantas deste gênero possuem uma ampla distribuição pelo Brasil, sendo que cada região apresenta uma espécie mais adaptada, mas todas são conhecidas como Chá de Quebra Pedra. Mas de uma forma geral são plantas que preferem locais sombreados, com muita umidade e solos de preferência ricos em fertilidade e matéria orgânica. Plantas de fácil disseminação, tanto é que encontramos vegetando em terrenos baldios, calçadas, quintais e jardins.

O difícil é quando temos de cultiva-las para fornecer matéria prima para os laboratórios de fitoterápicos ou à farmácias de manipulação. Apesar de vários anos de estudos, estas plantas ainda não estão totalmente domesticadas, dificultando ainda mais o cultivo. O que tenho orientado os agricultores que se interessam na sua produção é coletar as sementes que sobram durante a secagem e ir semeando nos locais que normalmente são encontradas em seu estado nativo. O que na verdade estamos fazendo é aumentar a incidência destas plantas aumentando as coletas.

O Chá de Quebra Pedra é uma das plantas mais conhecidas pela medicina popular, sendo empregada praticamente em todo o Brasil para as mesmas finalidades. E o que é mais interessante é que a pesquisa agora tem comprovado a sua eficácia. Estudos comprovaram sua ação diurética e auxiliar na eliminação de cálculos renais. O quebra-pedra relaxa os ureteres, possui uma ação analgésica e diurética, facilitando a eliminação dos cálculos, geralmente sem dor ou sangramento.

Além disso aumenta a filtração glomerular e a excreção do ácido úrico. Lembro-me de um caso onde um senhor me procurou pedindo um punhado de quebra-pedra pois sua filha estava grávida de 9 meses e estava com cólica renal. Os médicos já não queriam entrar com nenhum medicamento halopático pela gravidez, por isso ele resolver entrar com a medicina popular. Depois de uma semana ele voltou para agradecer, pois a filha tinha conseguido eliminar o calculo tomando o Chá de Quebra Pedra, resolvendo o problema das cólicas.

Recentemente o quebra-pedra virou notícia devido ao fato de ter saído uma patente americana do uso desta planta para hepatite do tipo B. Os trabalhos mostraram que neste caso, o fitoterápico deveria ser empregado através de injeções ou de cápsulas entéricas, pois os sucos digestivos inativam os princípios ativos da planta no estômago.

O Chá de Quebra Pedra pode ser utilizado para problema renal na forma de chá, extrato fluido, tintura ou cápsula. O Chá de Quebra Pedra é o mais indicado pois acaba forçando a pessoa a beber mais líquido, auxiliando a eliminação da pedra pela própria pressão da urina. Pode-se empregar de 30 a 40 g de planta fresca ou 10 a 20 g de planta seca em um litro de água. Prepare o Chá de Quebra Pedra de manhã e vai bebendo durante o dia. Pode potencializar os efeitos entrando com outras plantas, como folhas de abacate, chapéu-de-couro, panacéia, caninha-do-brejo, entre outras.

Recomendamos o uso do Chá de Quebra Pedra durante umas três semana e suspender durante uma semana, e ir repetindo desta forma até melhorar os sintomas, mas normalmente em 2 ou 3 dias o problema já está sanado.

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Quebra Pedra planta.

Família: Euphorbiaceae
QUEBRA-PEDRA (Phyllanthus niruri L.)
Nomes vulgares: erva-pombinha, arrebenta-pedra, quebra-pedra-branca e saxifraga.
Constituintes
Sementes: ácido linoléico, ácido linolênico, ácido ricinoléico.
Folhas: compostos fenólicos, vitamina C, ligninas, triterpenóides.
Parte aérea: flavonóides, quercitrina, quercetina, rutina, astragalina, nirurina, fisetina-4-0 glicosídeo, triacontanal, triacontanol e hipofilantina.

Raízes: derivados flavônicos, triterpenóides e esteróide estradiol.
Ação: diurética, antibacteriana, hipoglicemiante, antiespamódica, hepatoprotetora, anticancerígena, litolítica, colagoga.
Propriedades: em estudos realizados em cultura de hepatócitos de ratos, algumas substâncias (encontradas principalmente na parte aérea) mostraram ação protetora contra substâncias citotóxicas. Em ensaios especiais, mostrou-se que é ativo contra o vírus da hepatite B ("in vitro" e "in vivo"). Possui a virtude de dissolver cálculos renais, impedindo a contração do ureter e promovendo sua desobstrução.

Indicações: eliminação de cálculos renais, nefrites, cistites, pielites, hepatite do tipo "B" e hidropisia.
Contra indicações: gravidez.
Contribuição: Paulo Rodrigues - 2º Biologia - Centro de Pesquisa - UEMG/Lavras

O chá de quebra-pedra é usado pela medicina popular no tratamento de cálculo renal, mas não funciona exatamente quebrando as pedras nos rins. Na verdade o Phyllantus niruri evita que os cálculos se formem e relaxa o sistema urinário, o que ajuda a expeli-los. A constatação foi realizada pela química Ana Maria Freitas, do departamento de Nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A quebra-pedra (Phyllantus niruni) inibe a formação de cálculos renais e facilita sua expulsão (foto: Pedro Magalhães)

Como explica a pesquisadora, a urina é uma solução composta por ânions, cátions e moléculas. "É fundamental que exista equilíbrio entre as forças que se dirigem para a cristalização e solubilização dessas substâncias", esclarece. "Se ocorre saturação é formado um cristal, que servirá como núcleo para crescimento do cálculo."

Os cálculos renais, que podem se formar nos rins e na bexiga, apresentam uma parte mineral (geralmente oxalato de cálcio) à qual aderem íons e macromoléculas orgânicas -- sobretudo proteínas, lipídeos e glicosaminoglicanos. Existem ainda cálculos constituídos por fosfato de cálcio, ácido úrico e cistina.

A formação dos cálculos ocorre pela adesão de pequenas partículas minerais às paredes do túbulo renal, um canal fino que constitui cada néfron -- as unidades funcionais de excreção do rim. "Depois que essas partículas aderem aos túbulos, passam a ser absorvidas pelas células renais", a pesquisadora observa. Quando grandes, os cristais podem provocar a morte das células renais; já os menores passam algum tempo no interior das células e são liberados de volta no túbulo renal, onde são agregados a moléculas orgânicas e passam a constituir os cálculos.

A pesquisa conduzida por Freitas constatou que o chá de quebra-pedra reduz a adesão de cristais de oxalato de cálcio às paredes do túbulo renal. Durante dois anos o P. niruri foi ministrado a 58 ratos na forma de pó, para que os componentes não fossem alterados. Pequenas pedras de oxalato de cálcio foram implantadas na bexiga das cobaias, divididas em dois grupos. Um deles tomou a substância diariamente, enquanto o outro ingeria apenas água. Após 42 dias os animais que não tomavam o medicamento formaram uma média de 12 pedras, com cerca de 0,18 g cada. Os demais apresentaram apenas três cálculos, de aproximadamente 0,02 g.

A análise das pedras indicou que o chá impede a aderência de macromoléculas aos cristais de oxalato de cálcio porque reverte sua polaridade. "Os cristais se prendem à parede celular porque há uma atração elétrica entre ambos", a química esclarece. "Os cristais têm carga positiva, e a parede celular, negativa. O Phyllantus niruri parece mudar a polaridade da carga dos cristais, e inibir assim sua adesão ao túbulo renal." O chá também relaxa o sistema urinário, o que facilita a expulsão dos cálculos.

A comprovação da eficácia do chá pode representar uma alternativa aos atuais tratamentos indicados para retirada de cálculos, como cirurgias e ondas de choque. A pesquisadora adverte, no entanto, que ainda não foi determinada a dosagem ideal para ingestão do fitoterápico.

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Estudo comprova que chá de quebra-pedra combate cálculo renal.

Apesar de a cultura popular já adotar o chá de quebra-pedra há muito tempo, a medicina ainda reluta em utilizá-lo como forma de tratamento para cálculo renal - as pedras nos rins. Isso se deve, em grande parte, à falta de estudos científicos que comprovem a eficácia da Phyllantus niruri, nome científico da quebra-pedra. Partindo disso, a química Ana Maria Freitas, em sua dissertação de mestrado defendida na Nefrologia da Unifesp, demonstrou como a planta pode beneficiar o tratamento dos pacientes com cálculo, se dosado seu uso.

Antes de utilizar, temos que saber se ela é tóxica, se altera a parte física ou mental dos doentes, acrescenta a química. Por outros estudos, já se sabia que a planta não era tóxica, mas não existia nenhuma pesquisa conclusiva, feita seguindo um método que controlasse a quantidade do chá tomada por dia e as conseqüentes alterações que ocorrem na pedra. "Precisamos ter os dados detalhados, para saber dosar", explica a pesquisadora.

Nesse estudo de Ana Maria, para que nenhum componente químico da planta fosse alterado - o que pode ocorrer com o chá não tomado na hora -, ela utilizou o pó da quebra-pedra em um experimento que envolveu 58 ratos.

Apesar de a cultura popular já adotar o chá de quebra-pedra há muito tempo, a medicina ainda reluta em utilizá-lo como forma de tratamento para cálculo renal - as pedras nos rins. Isso se deve, em grande parte, à falta de estudos científicos que comprovem a eficácia da Phyllantus niruri, nome científico da quebra-pedra. Partindo disso, a química Ana Maria Freitas, em sua dissertação de mestrado defendida na Nefrologia da Unifesp, demonstrou como a planta pode beneficiar o tratamento dos pacientes com cálculo, se dosado seu uso.

Antes de utilizar, temos que saber se ela é tóxica, se altera a parte física ou mental dos doentes, acrescenta a química. Por outros estudos, já se sabia que a planta não era tóxica, mas não existia nenhuma pesquisa conclusiva, feita seguindo um método que controlasse a quantidade do chá tomada por dia e as conseqüentes alterações que ocorrem na pedra. "Precisamos ter os dados detalhados, para saber dosar", explica a pesquisadora.

Nesse estudo de Ana Maria, para que nenhum componente químico da planta fosse alterado - o que pode ocorrer com o chá não tomado na hora -, ela utilizou o pó da quebra-pedra em um experimento que envolveu 58 ratos.

Método ajuda a prevenção de pedra no rim

O nefrologista da Unifesp Luiz Lázaro Ayusso adaptou um método para detectar redução urinária em adultos, um distúrbio no organismo que pode levar à formação de pedras nos rins. No estudo, ficou definido que urinar menos de 20 mililitros por quilo do próprio peso durante 24 horas significa que a pessoa está com redução do volume urinário. Até agora esse método só era usado em crianças.

O trabalho faz parte da tese de doutorado do médico, que tinha como objetivo a criação de um Centro de Tratamento e Prevenção de Cálculo Renal em Catanduva, noroeste do Estado, a 400 quilômetros da capital.

De acordo com ele, o método antigo de apurar redução urinária em adultos usava como padrão um litro como quantidade mínima a ser urinada durante 24 horas, sem levar em conta o peso da pessoa. "Há imprecisão, porque se alguém pesar 100 quilos deve urinar mais do que uma pessoa que pesa 50.

O especialista explica que, a partir do momento em que uma pessoa tem pedra nos rins, não basta recomendar que ela beba água. É necessário investigar qual alteração no organismo causou o cálculo renal, além de analisar as condições climáticas do lugar onde a pessoa vive, a hereditariedade, a alimentação e os hábitos
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A dieta quebra pedra

Sucos cítricos são ótimos aliados contra a formação dos dolorosos cálculos renais. Além disso, frutas e hortaliças compõem o cardápio ideal para que os pedregulhos rolem sem causar tanto sofrimento

Peço licença, caro leitor, para dar aos rins um poder especial ao longo desta reportagem: o de criar mandamentos alimentares que devem ser seguidos religiosamente para garantir a eles uma vida sem arranhões nem dores. Para começar, uma ordem importantíssima: beba no mínimo 2 litros de líquidos por dia. É a lei número 1. E, para isso, não aposte apenas na água. Sucos como os de limão e de laranja cumprem a mesma função.

Para começo de conversa, os sucos são benéficos pelo simples fato de que são líquidos. E assim impedem a formação de pedras, que surgem quando há um desequilíbrio na urina. Ou seja, quando há uma proporção maior de substâncias que podem se cristalizar — como o cálcio, o ácido úrico e o oxalato — e falta solvente para dissolvê-las, explica o urologista Antônio Lopes Neto, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. O limão e a laranja são ricos em ácido cítrico. E esse ácido dá origem a um sal chamado citrato, que impede a formação de cristais, diz a nefrologista Luciana Alves, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, também na capital paulista.

O mandamento seguinte vem com aval da Universidade Harvard, nos Estados Unidos: coma frutas, hortaliças e grãos em abundância. Os pesquisadores analisaram a dieta de 250 mil pessoas e notaram que investir nesses alimentos diminui a incidência das pedrinhas. Os vegetais, em geral, aumentam o volume de citrato na urina, tornando-a menos ácida e, por isso, menos propícia à formação de cálculos. Já os grãos possuem fi tato, que cumpre a mesma função, afirma Eric Taylor, líder do trabalho. Entre as melhores opções estão o morango, o abacaxi, o feijão, o tomate e a alface.

O terceiro preceito para uma vida renal feliz também não é difícil de ser cumprido: prefira produtos lácteos desnatados. No caso, o benfeitor é o cálcio. Pessoas com dieta rica nesse mineral têm menos chance de desenvolver pedras, diferentemente do que se pensava no passado, diz a nutricionista Ana Paula Gines, da Universidade de São Paulo. De acordo com a pesquisadora, o consumo de cálcio em doses adequadas evita a cristalização porque, no intestino, ele se une ao oxalato e é absorvido, impedindo a concentração exagerada de ambos — e especialmente do segundo — nos rins.

Como em toda boa lista de mandamentos, certas renúncias são exigidas. Sendo assim, alguns dos alimentos preferidos dos brasileiros vão ter que entrar menos em cena. É aqui que deve ser colocado o quarto preceito: reduza o consumo de carne pela metade. A recomendação é importante porque a ingestão excessiva de proteínas, principalmente as que vêm do bife, aumenta a produção de ácido úrico, um dos principais componentes das pedras, alerta Mauricio Braz Zanolli, professor de nefrologia da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Sem contar que ele também torna a urina mais ácida, outro fator de risco na formação dos cálculos.

Elimine também pelo menos metade da quantidade de sódio ingerida — é a quinta regra. Afinal, doses exageradas desse mineral, presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados, fazem com que os rins, ao eliminá-lo, excretem junto cálcio, ácido úrico, fosfato e oxalato. Isso aumenta a concentração dos compostos na urina, tornando-a mais ácida e, como já sabemos, propiciando a formação dos minúsculos rochedos. O churrasco, portanto, é proibido para quem luta contra pedras nos rins ou precisa evitar seu reaparecimento, já que se trata da junção dos dois piores ingredientes para o aparecimento de cristais, ressalta Lopes Neto, do HCor.

Por fim, um sexto mandamento: não coma doces com frequência. A explicação é que o açúcar acidifica o pH sanguíneo, fazendo com que mais cálcio saia dos ossos com o objetivo de neutralizar essa acidez, descreve a nutricionista funcional Andreia Torres, de Águas Claras, no Distrito Federal. Depois de ter saído dos ossos, o mineral será eliminado e, durante sua passagem pelos rins, pode se juntar a outros compostos. Assim, aumenta o risco de formações rochosas. Claro que não é necessário cortar radicalmente as sobremesas da dieta, mas é preciso evitar os excessos. Cumprindo as regras, seus rins estarão mais a salvo de qualquer pedra.

Os cálculos renais são formados por cristalização de compostos — principalmente cálcio, oxalato e ácido úrico — que, quando migram para as vias urinárias, causam dor intensa. Os menores, do tamanho de um grão de areia, são expulsos sem maiores traumas. Mas alguns atingem centímetros de diâmetro e, daí, é difícil mandá-los embora tranquilamente. Desconfie de que há uma pedra no meio do caminho caso, de uma hora para outra, sinta um forte desconforto na região próxima aos rins acompanhada de náuseas e vômitos. O tratamento começa com remédios para o indivíduo suportar a agonia e ingestão de muito líquido. Mesmo assim, em algumas situações, é preciso se submeter a um procedimento para a eliminação dos cálculos

Alimentação durante a crise

Para a expulsão dos cristais, é necessário aumentar ainda mais a ingestão de líquidos para limpar as vias urinárias, orienta Joana Lemos, nutricionista do grupo de pesquisas em nefrologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As restrições alimentares, nesses episódios, são bem maiores: corte de vez o sal e os produtos salgados, reduza a quantidade de proteína animal radicalmente e restrinja o uso de suplementos de cálcio. Caso as pedras sejam formadas por oxalato — o que só é possível saber após análise —, evite alimentos ricos no próprio composto, como nozes, espinafre, chocolate e chá verde.

Chá de quebra-pedra funciona?

Ele não racha pedregulhos ao meio, claro, mas impede a agregação dos cristais, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo. Assim, evita a formação de cálculos grandes, os mais dolorosos. Para fazer a infusão, ferva 2 colheres de sopa da erva quebra-pedra (Phyllanthus niruri) em 1 litro de água. Deixe descansar por dez minutos, coe e beba até três xícaras ao dia.
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Chá e Chás

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