Chá de lirio

A Trombeta (Brugmansia suaveolens), também conhecida como Canudo, Lírio, Zabumba, Saia-branca e Trombeteira, é uma planta do gênero Brugmansia, utilizada como planta ornamental devido às suas grandes flores.

São também usadas na medicina como fitoterápicos, para combater distúrbios intestinais. carece de fontes É possível encontrá-la em várias regiões do Brasil.
A trombeta é uma planta anticolinérgica conhecida pela sua flor, já indicada, em diversas composições inclusive de cigarros, para tratamento de asma e mal de parkinson que também é utilizada para elaborar chás narcóticos e alucinógenos.

Os efeitos mentais produzido pelo uso do chá são alívio de espasmos musculares, broncodilatação delírios, perda de consciência e alucinações.

Devido a popularização do uso da trombeta como droga, sua circulação no Brasil é controlada pelo Ministério da Saúde, conforme especificado em portaria da ANVISA, porém como a planta é encontrada facilmente, o controle se torna complexo.

É considerado como droga de abuso pois seu uso é muito frequente em baladas como Boa-noite, Cinderela, pois após o uso a vítima não se lembra do ocorrido no dia anterior.

carece de fontes Sua utilização pode resultar em coma e morte. Os princípios tóxicos são os os mesmos do estramônio.

Chá de lirio Plantas Tóxicas

A instituição norte-americana Food and Drug Administration (FDA) estima a ocorrência de cerca de 1,5 milhões de casos de intoxicações nos Estados Unidos. Dessas ocorrências, cerca de 10% estão relacionadas a ingestão de plantas tóxicas.
Cerca de 70% dos casos de intoxicações com plantas ocorrem em crianças.

Na faixa etária que vai dos 0 aos 6 anos são mais comuns os casos relacionados com as plantas cultivadas em vasos dentro das casas. Entre essas plantas, a comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta- Família Araceae) é a campeã em ocorrências.

Essa planta é muito apreciada em várias locais como ornamental. Suas folhas vistosas atraem a atenção das crianças que levam pedaços do vegetal à boca. Dentro das células das folhas e do caule dessa planta encontram-se células especializadas chamadas idioblastos que armazenam uma grande quantidade de pequenos cristais em forma de agulhas.

Esses cristais recebem o nome de ráfides e são responsávies por grande parte da toxicidade do vegetal. Quando a criança leva a planta na boca e a mastiga, os idioblastos injetam as ráfides nos lábios e na língua e esôfago da vítima, provocando uma grande irritação mecânica caracterizada por dor intensa e inchaço.
Nos Estados Unidos a comigo-ninguém-pode é conhecida como dumb-cane (cana-do-mudo, pois muitos pacientes perdem temporariamente a capacidade da fala devido à obstrução das vias áereas superiores, causada pelo processo inflamatório desencadeado.
Plantas da família Euphorbiaceae como, por exemplo, o pinhão-branco Jatropha curcas e a mamona Ricinus communis, também são grandes causadoras de intoxicações em crianças.

Os casos com essas espécies atingem principalmente crianças entre 6 e 12 anos, pois são geralmente encontradas em terrenos baldios, praças e calçadas. As intoxicações ocorrem geralmente pela ingestão das sementes. O pinhão-branco apresenta como princípio ativo substâncias químicas chamadas de ésteres de forbol.

Estas substâncias apresentam atividades inflamatórias, causando a irritação e morte das células do sistema gastrointestinal. Os principais sintomas observados são náuseas, vômitos e diarréias. Já a mamona, apresenta como princípio tóxico uma proteína denominada ricina presente nas sementes.

A ricina é uma proteína inativadora dos ribossomos, causando a parada da produção de proteínas das células, resultanto em sua morte. Os sintomas de intoxicações pela mamona é caracterizado por dores abdominais intensa acompanhada de diarréias sanguinolentas. Dependendo da gravidade pode causar a morte da pessoa intoxicada.
As intoxicações com adultos também são frequentes.

A maioria dos casos estão relacionados ao uso abusivo de plantas de efeitos entorpecentes ou abortivas. A beladona, também conhecida como erva-do-diabo, é bastante utilizada por adolescentes e jovens que buscam a planta com objetivos alucinógenos. As intoxicações com esta planta se dão através da ingestão dos frutos ou do uso do chá preparado com suas folhas, (também conhecido como chá-de-lírio ou chá-do-delírio).

A ingestão desse chá causa o entorpecimento da mente, caracterizado por alucinações, podendo causar o coma e a morte do intoxicado. Os princípios tóxicos da planta são alcalóides tropânicos conhecidos como escopolamina e hioscina. Ambos atuam nos receptores da acetilcolina, acarretando efeitos no sistema nervoso.
Outra planta muito utilzada por adultos e que tem causado várias intoxicações, a maioria delas com quadros de coma e óbito, é a buchinha (Luffa operculata).

Essa planta é utilizada medicinalmente para o tratamento da sinusite, por meio de infusão. Tem sido responsável por diversos casos graves de hemorragias nasais. Porém, a maioria das intoxicações com essa planta estão relacionadas ao uso da planta como abortivo.

O que são anticolinérgicos (chá de lirio)?

O que são anticolinérgicos?

São plantas e substâncias sintéticas que possuem em comum uma série de efeitos no corpo humano. Entre as plantas temos as popularmente conhecidas como Saia Branca, Lírio, Trombeta, Trombeteira, Zabumba, Cartucho, Estramônio, entre outras. São plantas do gênero Datura e que produzem duas substâncias a atropina e a escopolamina, que são as responsáveis pelos efeitos. Entre as substâncias sintéticas temos aquelas com o mesmo tipo de efeitos que as substâncias naturais (atropina e escopolamina) e estão presentes em medicamentos como o Artane® , o Akineton® , além de colírios e outros. Etc

Por que são utilizados os anticolinérgicos?

As plantas têm uso médico pequeno, para combater distúrbios gastrointestinais, fazendo parte de receitas fitoterápicos (remédios feitos à base de extratos de plantas). Os medicamentos à base de substâncias sintéticas são utilizadas para tratar cólicas, para doenças neurológicas e para dilatar as pupilas (uso pelo médico oftalmologista).

Os anticolinérgicos são usados como drogas de abuso?

Sim, com as flores da saia branca, trombeteira, etc, costuma-se preparar um chá para tomar ou os medicamentos são consumidos em quantidades excessivas, para que produzam alterações mentais. É um uso sem finalidade médica ou seja não é para tratar qualquer doença mas sim para produzir um "barato".

Por que as pessoas usam anticolinérgicos sem necessidade médica?

Pelos efeitos mentais que provocam, tais como delírios e alucinações. Delírio é um distúrbio mental que se caracteriza pelo fato da pessoa fazer um juízo falso de uma realidade; por exemplo a pessoa ouve uma sirene e julga ser uma trombeta tocada por um anjo. Alucinação é uma percepção sem uma realidade (objeto); por exemplo, a pessoa ouve uma trombeta mas não há som algum.

Quem são as pessoas que usam anticolinérgicos? Quantos são?

Em São Paulo, Paraná e outros estados do Sul são principalmente crianças de rua e adultos freqüentadores de danceterias onde "rolam" drogas com facilidade. Em alguns estados do Nordeste são principalmente adultos jovens, de nível sócio-econômico mais baixo.

Entre os estudantes brasileiros o anticolinérgicos vem aumentando; em 1997, ano do último levantamento feito, 1,3% dos estudantes das 10 maiores capitais do Brasil disseram já ter experimentado estás drogas (principalmente o Artaneâ ) uma vez. No Estado de São Paulo, um levantamento domiciliar feito em 1999, mostrou que menos de 0,5% dos entrevistados tinham experimentado estas drogas.

O que os anticolinérgicos fazem com o corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?

Os sintomas e sinais provocados pelo uso dor anticolinérgicos são: pupilas dilatadas e sem reflexos, visão borrada, secura na boca e narinas, dificuldade respiratória, aumento do número de batimentos do coração, diminuição de pressão sanguínea, intestino preso e aumento da temperatura corporal. Com doses muito elevadas a intoxicação torna-se perigosa pois a temperatura se eleva muito, a pressão pode cair muito e chegar ao coma até a morte. Cerca de dez minutos após à ingestão alguns sinais já podem ser notados passando a ter uma seqüência onde tornam-se mais agudos.

O que os anticolinérgicos fazem no corpo após o uso continuado (efeitos físicos crônicos)?

Não existem estudos sobre quais efeitos maléficos estas drogas produzem no homem após um uso prolongado. Entretanto, não é difícil perceber que uma pessoa vivendo sempre com os efeitos de doses que se repetem sempre, acabarão por ter sua saúde prejudicada.

O que os anticolinérgicos fazem com a mente após uma dose (efeitos psiquicos agudos)?

Os anticolinérgicos, tanto as plantas como os medicamentos, produzem em doses não muito grandes uma indiferença em relação ao que ocorre no meio ambiente e à si próprio. Este estado mental faz com que a pessoa quando interrogada diga coisas que em estado normal ela não falaria. Esta "falta de força psíquica" ou "ausência de auto-controle" faz com que anticolinérgicos sejam utilizados como "soros da verdade", em interrogatórios de inimigos durante as guerras. A escopolamina é uma das substâncias utilizadas para este fim.

Um outro uso pouco comum dos anticolinérgicos refere-se ao emprego para tirar a capacidade de reação das pessoas. Exemplificando, o Artaneâ tem sido utilizado no Nordeste brasileiro pelos donos de engenho que o administram aos camponeses fazendo com que estes trabalhem muito em condições péssimas, com baixos salários e não se queixem. É quase que um trabalho químico escravo. Na Colômbia as plantas colinérgicas tem sido empregados por malandros que as colocam sob forma de chá em bebidas para turistas. Estes, então, nem prestam atenção e nem ligam ao terem suas carteiras roubadas. Mas em doses maiores os anticolinérgicos produzem outros efeitos, mais para o lado das alucinações e delírios. Nestes casos as pessoas vêem bichos horrendos, ratos, aranhas, etc, andando pelo chão e paredes, figuras ameaçadoras, ouvem sons desagradáveis, etc.

O que os anticolinérgicos fazem com a mente quando são usados continuamente (efeitos psiquicos crônicos)?

Deixam a pessoa num estado permanente de desinteresse e desorientação; ela fica como se fosse um zumbi, podendo por isto ser explorada por outros. Com a mente constantemente alterada a pessoa não é capaz de uma vida normal.

O uso dos anticolinérgicos pode prejudicar o desempenho escolar?

Sim, pode e muito. E só imaginar o que um estudante pode aprender quando, sob ação da droga, ele está delirando e/ou alucinando ou ainda, não consegue ligar para nada.

Os anticolinérgicos levam ao uso de outras drogas?

Não existem estudos mostrando que estas drogas sejam ponto de partida para uma escalada de uso de outras drogas. O que geralmente ocorre é que a pessoa compra ou usa um anticolinérgico em ambientes onde outras drogas também rolam. Daí para trocar de droga, por curiosidade ou por falta daquela que a pessoa vinha usando, é um passo.

Os anticolinérgicos são utilizados como medicamentos?

Sim, e são muito úteis quando usados corretamente. São bons antiesparmodicos (contra cólicas), e muito úteis para uma doença neurológica chamada Doença de Parkinson. São ainda utilizados por médicos oculistas para dilatar as pupilas dos olhos. Em todos os casos os medicamentos são usados em doses corretas, pequenas.

Os anticolinérgicos podem ser utilizados durante a gravidez?

É bom sempre lembrar que drogas e gravidez não combinam. Desta maneira os anticolinérgicos não devem ser usados na gravidez a não ser sob rigoroso controle médico.

As pessoas conseguem parar de usar os anticolinérgicos?

Sim, estas drogas não induzem muita "fissura" (ou vontade incontrolável de usar). Muitas vezes basta mudar o estilo de vida que a pessoa vinha vivendo (isto sim, as vezes é difícil).

O que acontece se uma pessoa for suprendida usando ou levando um anticolinérgico?

A planta saia branca ou trombeta ou zabumba cresce facilmente em vários locais e praticamente do norte ao sul do Brasil. Portanto, é fácil de ser obtida, mas o seu comércio está controlado pelo Ministério da Saúde.

O medicamento Artaneâ tem na sua embalagem a frase: "Pode causar dependência física e/ou psíquica" e só pode ser vendido com uma receita especial de um médico, que depois fica guardada na farmácia.

Assim em qualquer da situações usar ou carregar pode trazer conseqüências legais para quem usa ou carrega.

Trombeta - Datura Stramonium

Datura é um nome genérico que abrange várias espécies. A mais conhecida é a Datura Stramonium da família das Solanáceas. É utilizada desde a antiguidade, citada até na obra de Homero "A Odisséia". Conta que Ulisses chegou à ilha habitada pela ninfa Circe, e esta deu de beber à tripulação uma poção para que os marujos pudessem esquecer de sua terra natal.

A origem do nome vem do hindu "dhát", um veneno preparado com plantas, e "tatorah", entorpecente. Plantas desse gênero apresentam compostos com propriedades alucinógenas, o que já é conhecido pelos antigos a milhares de anos. No Brasil é conhecida como Trombeta ou Lírio. No Perú é também conhecida como Floripôndio ou Tóe.

Povos primitivos, tanto da Eurásia como do Novo Mundo, fizeram intenso uso dessas propriedades em rituais místicos e religiosos, bem como para fins medicinais; outros usos tinham intuito criminoso, visando entorpecer as vítimas para as roubar ou matar.

Os efeitos alucinógenos incluem visões e sensações que eram tidas como formas de comunicação com os deuses. Curandeiros e adivinhos buscavam inspiração nessas visões. Ritos de iniciação, bem como de passagem de condições de crianças para adultos, envolviam o uso de preparados dessas plantas.

Na região de Bogotá as viúvas e os escravos dos guerreiros mortos recebiam uma bebida com extratos dessas plantas, que as colocava em estado de torpor, de modo a serem enterrados vivos com os seus senhores[carece de fontes?]. Plantas dos grupos mencionados não são substitutivas de plantas que fornecem drogas, como maconha, papoula ou coca, pois ao lado do efeito alucinógeno, existe um forte efeito tóxico, e uma "viagem" com Solanáceas frequentemente não tem retorno.

No Brasil há relatos de que os índios à utilizavam como castigo aos individuos que cometiam crimes em suas tribos. Trancavam o índio numa oca com milhões de formigas irritaddissimas e davam-lhe chá de trombeta para beber, ali o pobre ficava até passar a onda ou até as formigas cansarem de come-lo.

Também utilizada por índios que habitavam o sudoeste dos EUA e México antes da chegada da colonização. Os componentes da planta são extremamente potentes e perigosos.

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Lírio do Brejo

Lírio do Brejo: chá de lírio, geléia de lírio, risotto de lírio, polvilho de lírio do Brejo
Se não podemos vencê-la, vamos comê-la! Assim fazemos com as plantinhas que invadem os lugares e se multiplicam sem pedir permissão. Sempre conhecidas como "pragas", agora foram alçadas ao status de PANCS: plantas comestíveis não convencionais, ou seja, dá pra comer mas não temos o hábito. O que é fenomenal, pois é uma forma de aproveitar alimentos que geralmente não aproveitamos, e que na maioria das vezes, são expontâneos e baratos.
Aqui em casa isso acontece com os bambús e com o gengibre branco, também conhecido como lírio do brejo.
Quem me acompanha sabe que agora estamos fazendo várias coisas com ele. Modinha? Copiando chef famoso? Não, meu filho, é que faz seis meses que me mudei para uma casa onde tem uma floresta, literalmente uma floresta de lírio do brejo. E como estamos na pegada de plantar as coisas aqui em casa para levar para a Enoteca, nada mais óbvio conceitualmente do que aproveitar algumas coisas que já estão espontaneamente aqui no terreno. São elas o lírio do brejo, as major gomes, as taiobas, e por aí vai.
Então estamos aqui no processo de tentar aproveitar o lírio ao máximo: polvilho, geléia, chá. Ah, claro. Sempre você pode colher umas flores e deixar enfeitando e perfumando a casa, quando estiver com preguiça de fazer qualquer uma das opções acima… hahaha
Lá na Enoteca, estou usando geléia de lírio do brejo nas tábuas de queijos e embutidos. E também as flores frescas em um risotto de lírio do brejo e cogumelos da mantiqueira. O Cauê, lá da cozinha da Enoteca, fez uma crema catalana aromatizada com lírio, o povo pirou. E esse final de semana fiz uma gelatina de leite de coco e leite de cabra, com lírio do brejo também. Ou seja, é só botar a cabecinha pra funcionar.
Vamos falar um pouco sobre o tal do lírio do brejo. Dizem que o chá de talo dá um certo barato – já tentei, mas em mim não deu nada – mas as flores e as raízes, que são na verdade rizomas, são extremamente aromáticos. Aliás, alucinógeno ou não, o chá de lírio do brejo é uma delícia.
Gengibre branco, açucena, jasmim borboleta, butterfly ginger se quiser ser chique e falar com sotaque. Mais conhecido como lírio do brejo mesmo. Uma das panc's da moda, já virou receita em muito prato de chef legal por aí, como nos restaurantes Mani e Tuju.
A raiz ( rizoma ) é rica em amido e quando transformada em polvilho, pode virar biscoitos, cremes, pães, mingaus, pudins, sorvetes, o que você quiser… e não é a toa que chamam de gengibre branco: tem um picante delicioso, floral e aromático. Dá pra usar como se fosse o gengibre, fresco, em sucos, molhos, sorvetes, quentão ( hmmm… ). Pra transformar em farinha ( polvilho ), tem que bater no liquidificador com água, esperar decantar e secar essa "pasta" – deixando pendurado num pano, como queijo, para escorrer. Depois de seco, voilà, está pronto pra virar pãozinho. Na medicina tradicional, é usado também pra combater a tosse e como anti-inflamatório. As flores também são comestíveis. Pra quem não sabe, a sigla Panc é de "planta alimentícia não convencional ", pois são plantas que saem do circuito comercial do consumo – algumas que eram consumidas mas foram esquecidas, outras que se descobriram comestíveis agora, por conta de pesquisas.

POLVILHO DE LÍRIO DO BREJO

Pois bem, aqui estou batendo os rizomas de lírio do brejo pra fazer polvilho! Trampo absurdo que vai render, quizás, 500g de polvilho de lírio.
Tem que coletar os rizomas ( as "raízes" do lírio, parecem gengibres grandes e cheirosos ), cortar em pedacinhos ou ralar, depois bater no liquidificador com água, passar por um pano de algodão e deixar essa água coada, leitosa, decantando.

Amanhã o polvilho vai estar decantado no fundo das tigelas. Então temos que separar a água, deixar secando e peneirar. Como se faz um polvilho de mandioca, por exemplo. Com esse polvilho, você pode fazer biscoitos, farofas, mingaus.

GELÉIA DE LÍRIO DO BREJO

Com as flores, adoro fazer geléia. Levo a maioria pro restaurante, e deixo sempre um potinho aqui em casa.
Eu como não tenho muita paciência pra ficar seguindo muito receita, a minha fica sempre um híbrido entre geléia e compota. Uso duas maçãs grandes, suco de dois limões, 1/2 limão inteiro, uma xícara de açúcar demerara.

Coloco tudo na panela com especiarias, umas 6 xícaras de flores frescas, e água. Deixo no fogo baixo durante muitas horas, até começar a caramelar e tomar corpo.

Quando as flores estão transparentes e com carinha já de geléia, tiro do fogo e coloco em potes herméticos.
O limão a gente usa em geléias caseiras por causa da pectina, geralmente encontrada na casca, que ajuda dar a textura característica das geléias. A maçã, idem.

Ajuda a dar textura e doçura, tem também pectina e acidez. A acidez vai fazer com que a geléia depois não cristalize. Frutas como maçã, limão, frutas vermelhas, goiaba, cítricos, cerejas ácidas, jabuticabas, ameixas…. São ricas em pectina e acide, ótimas pra fazer geléias ou entrar na composição delas.
Pra fazer pectina "caseira" concentrada, é só juntar as partes brancas dos cítricos, como laranja, limão, e bater com água. 1 xícara de partes brancas para 3 copos de água.

Depois, levar ao fogo por meia hora, coar com pano e guardar. Se usa em média 100ml para cada 500g de fruta. Existe também pectina industrializada, mas já que dá pra fazer em casa e ainda reutilizar as cascas das frutas que geralmente jogaríamos fora, melhor, né?!
CONSERVA DE LÍRIO DO BREJO – LACTOFERMENTADA
Aqui estão alguns rizomas de lírio do brejo em soro de leite de cabra, pra ver como fica.
Já se falou muito sobre os lactofermentados, mas sempre bom reforçar que são ótimos para a saúde. São excelentes probióticos é uma maneira excelente de conservar alimentos durante muito tempo.

De quebra fica uma delícia.
Quem quiser as receitinhas de lactofermentados e muito mais artigos sobre o tema, dá uma chegada no blog da Pat Feldman, vale a pena.
O que eu fiz foi descascar os rizomas, cortar em fatias bem fininhas e colocar num pote hermético com metade soro de leite de cabra, metade água. Sal, pimenta, ramo de alecrim e bamba.

Três dias fora da geladeira e o treco já começa a fermentar que nem doido, quando abre parece que abriu um espumante. Depois desses três dias, pode ir pra geladeira. Fica uma delicia e perfumadíssimo, parece uma conserva de gengibre, mas com o toque floral delicia do lírio.
Não consegui nenhuma informação se os rizomas são ricos em amido resistente ou não ( alimentos que são ótimos pra flora intestinal e de quebra saciam e são aquela ajudinha no controle do peso ). Resistente ou não, existem estudos até da utilização para bio-plásticos, utilizando lírio do brejo. Uau.
Mãs…. não, o lírio do brejo não é brazuca, como muita gente pensa. Hedychium coronarium é artigo importado. Embora seja hoje considerada uma PANC e elevada a título de plantinha cobiçada pela alta gastronomia, ela na verdade veio pra cá da Ásia, na década de oitenta, e virou uma super praga, pois por onde ela se instala, meio que tira todo mundo do lugar. Pra biodiversidade isso não é a melhor coisa do mundo, mas já que ela veio e ficou, bora fazer mais coisa com ela.
As flores podem ser usadas pra chás e também cozidas, como as flores de camélia, pra acompanhar arrozes, pastas, saladas. Conserva dos rizomas ou das flores, geléia das flores, dá pra brincar bastante. Ele é conhecido como gengibre branco, pois "meio que se parece".

Pra mim, parece mesmo um gengibre, mas com cheiro de flor.
Medicina popular credita efeitos tônicos e cardiotônicos às flores, além dos rizomas serem excitantes e anti-reumáticos. Se usa também como cicatrizante, antibiótico, bactericida, ativador de circulação, fortalecedor do sistema imunológico, bom pra vitalidade física, mental e opa!

Sexual também. Pra gripes e infecções também pode se usar um chazinho, escalda pés garante prevenção de doenças típicas do inverno é uma cheirada nos óleos essenciais dá um up naqueles momentos deprê. Há quem diga que é bom para dores musculares e enxaqueca.