Chá e Chás

------------------------

Resumo Chá de guaco.

Chá de guaco, planta medicinal que pode ser usada em diversas doenças como tosse, bronquite, cólicas, diarréias, candidíase, alergias, entre outras.

Nomes
Nomes em português: Guaco, erva-de-serpentes, cipó-catinga, erva-de-cobra,uaco
Nome latim: Mikania glomerata
Nom inglês: Guaco, huaco, vejuco, bejuco
Nome francês: Guaco
Nome alemão: Guaco
Nome italiano: Guaco

Família Asteraceae

Constituintes
Óleo essencial, taninos, saponinas, substância amarga (guacina), cumarinas, guacosídeo.

Partes utilizadas
Folhas

Efeitos do Chá de guaco
Inibir inflamações imunológicas, inibir a vasoconstrição dos brônquios (broncodilatador), expectorante, antiespasmódicos, antiprotozoários (parasitas), anti-candida e uma pequena atividade contra outras bactérias, comprovados cientificamente.

Indicações doChá de guaco
- Problemas respiratórios como bronquites, tosse, asma e alergias. (extratos alcoólicos e aquosos)
- Diarréias e cólicas.
- Leishmaniose e tripassomíase.
- Candidíase (uso externo e interno).

------------------------

Chá de guaco para tosse.

O chá de guaco é uma ótima solução caseira para acabar com a tosse persistente. Para preparar este remédio caseiro são necessários os seguintes ingredientes: 8 folhas de guaco, 1 colher (sopa) de mel e 500 ml de água.

Preparar o chá de guaco é muito fácil, basta adicionar as folhas de guaco em um recipiente com a água fervente, tampar e deixar o chá descansar por aproximadamente 15 minutos. Após o tempo estabelecido o chá de guaco deve ser coado e então a colher de mel deve ser adicionada. O indivíduo com tosse deve tomar de 3 a 4 colheres de sopa do chá de guaco diariamente.

O mel e o chá de guaco agem juntos desobstruindo as vias respiratórias e como antiinflamatórios, diminuindo a inflamação da garganta e a tosse. Apesar de sua eficácia o chá de guaco deve ser evitado por mulheres grávidas e indivíduos com cálculos biliares.
-------------------------

Chá de Guaco receita.

Chá de Guaco (Mikania glomerata) é uma planta medicinal muito conhecida por suas propriedades e benefícios quando o assunto são gripes resfriados e outros problemas relacionados. De fato, existem famosos xaropes de guaco que curam estes males. Mas hoje, a receita é sobre um Chá de Guaco que, segundo recomendações da ANVISA, auxilia em casos de gripes, resfriados, bronquites alérgicas, bronquites infecciosas e ainda atua como expectorante.

Você vai precisar para fazer Chá de Guaco:

3 g (uma colher de sopa) das folhas de Chá de Guaco
150 mL (uma xícara de chá) de água
Modo de Preparo:

Prepare uma infusão comas folhas de Chá de Guaco: ferva a água e só acrescente as folhas da planta assim que desligar o fogo. Nesse momento, tampe o recipiente e aguarde por alguns minutos.

Posologia do Chá de Guaco

Utilize uma xícara do chá três vezes ao dia

Cuidados com Chá de Guaco

Podem ocorrer interferências na coagulação sanguínea.
Em alta dosagem, pode provocar vômitos e diarréia.
Pode interagir com antiinflamatórios não esteroidais.

-------------------------

Chá de guaco, o bom do inverno.

A ciência já comprovou as propriedades medicinais do guaco e atestou
seu efeito broncodilatador e expectorante

Quem nunca ouviu falar que um bom xarope de guaco é tiro-e-queda contra tosse, asma ou bronquite? No inverno, quando aumenta incrivelmente a incidência de problemas do aparelho respiratório, por conta das gripes e resfriados, o guaco volta a figurar nas receitas caseiras. Embora isso tudo pareça mais uma "receita de comadres", a verdade é que a ciência já comprovou as propriedades medicinais desta planta e atestou seu efeito broncodilatador e expectorante.
A planta também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra, pertence à família das Compostas. O guaco (Mikania glomerata) é originário do Brasil e sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas.

Cultivo
O guaco é uma planta que se desenvolve bem em locais com clima ameno, como os da região Sul e boa parte do Sudeste. Trata-se de um arbusto lenhoso e cheio de ramos, que cresce como uma trepadeira, embora não tenha garras para se prender e precise de suporte como apoio. As folhas apresentam um tom verde brilhante e são levemente escuras na face superior e mais claras no verso. A floração, de cor branca ou amarelada, surge na forma de pequenos capítulos. É importante lembrar que o guaco só floresce quando cultivado em locais onde possa receber luz solar direta.
Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica. O plantio se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Após o enraizamento, a muda deve ser transplantada para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.
Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, irrigando sempre que necessário, mas evitando encharcamentos.
Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, quando é possível colher as primeiras folhas.

Usos e receitas
O uso do guaco como planta medicinal é muito antigo. Em 1870, chegou a ser criado um produto preparado com hastes e folhas da planta - era o Opodeldo de Guaco que durante décadas foi considerado um "santo remédio" contra bronquite, tosse e reumatismo.
Cientificamente já está provado que o guaco apresenta propriedades medicinais expectorantes e broncodilatadoras, sendo indicado no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão e outros sintomas associados à gripes e resfriados. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos.
A planta não apresenta princípios tóxicos, entretanto, deve ser usada com cautela, evitando-se todo tipo de excesso. Para o uso em crianças, é recomendável sempre a metade da dose indicada para os adultos.

Chá de guaco: Colocar 5 g (cerca de uma colher de chá) de folhas secas em meio litro de água fervente. Abafar e depois coar. Pode ser tomado como um chá comum, três vezes ao dia. Dica: para secar as folhas, pendure-as amarradas em maço, num local arejado e sem umidade.

---------------------------

Chá de guaco: Receita, Benefícios e para que serve.

O Chá de guaco milagroso que ajuda contra gripes e reações alérgicas é uma das formas mais utilizadas para evitar doenças, como gripe e alergias e é um ótimo revigorante.
Chás são ótimos para ajudar a combater a gripe, cada um com seus benefícios e seus reagentes. Para quem gosta de chá ou tem interesse em ervas medicinais que ajudam contra os resfriados ou alergias, a opção é o Chá de guaco. Ele ajuda na limpeza do organismo de vírus e viroses, como um expectorante e broncodilatador.

Origem do chá e como ele funciona
O Chá de guaco é originário nas regiões do Rio Grande do Sul. Antigamente, os índios utilizavam a planta contra o veneno de picadas de cobras, originando os nomes Erva-de-Cobras ou Erva-de-Serpentes. Seu chá ajuda contra bronquite, asma, tosse, diarreias, cólicas, tripanossomíase e leishmaniose e candidíase. Mas mesmo com todos esses benefícios, é contra-indicado a gravidas e crianças com menos de um ano. Crianças, acima de um ano, só poder consumir a metade que um adulto.

Como fazer o Chá de guaco
Ferva a quantidade de água que desejar. Coloque duas folhas de Guaco na água fervendo. A adição de açúcar pode ser feita tanto na água fervente quanto na xícara.

------------------------------

Nome científico Mikania glomerata Spreng. - GUACO.

Nome científico: Mikania glomerata Spreng.

Família: Asteraceae.

Sinônimos botânicos: Willoughbya glomerata (Spreng.) Kuntze.

Sub-espécie: Mikania glomerata var. montana Hassl.

Outros nomes populares: cipó-caatinga, cipó-catinga, cipó-sucuriju, coração-de-jesus, erva-de-cobra, erva-cobre, guaco-liso, guaco-de-cheiro, guaco-trepador, guaco-verdadeiro, guape, micânia, uaco; guaco (espanhol), guaco (francês), guaco (inglês), guaco (italiano).

Constituintes químicos: óleo essencial rico em: resinas, taninos, saponinas, guacosídio, diterpenos e sesquiterpenos (cineol, borneol e eugenol), substância amarga (guacina, cumarinas, guacosídeo), ácido caurenóico, ácido isobutiriloxi caurenóico, heterósida, ácido cinamoilgrandiflórico, ácido entkaur-16-eno-19-óico, ácido namoilgrandiflórico, ácido estigmast-22-en-3-ol, estigmasterol, flavonóides, esteróis.

Propriedades medicinais: antiasmática, antiespasmódica, antigripal, antiinflamatória, antimicrobiana, antinevrálgica, antiofídica, anti-reumática, anti-séptica das vias respiratórias, antitussígena, aromática, béquica, broncodilatadora, calmante, cicatrizante, conservante, depurativa, emoliente, estimulante, estomáquica, expectorante, febrífuga, hepatoprotetora, hipotensora (folhas frescas), peitoral, sedativa, sudorífera, tônica.

Indicações: ácido úrico, afecções do trato respiratório, albuminúria, ansiedade, artrite, asma, bronquite, contusões, coqueluche, dermatites, eczema pruriginoso, febre, ferimentos, gota, hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), inflamação de garganta, inflamações intestinais, insônia, malária, manchas de pele, micoses, nevralgia, picada de insetos e cobras, pruridos, resfriado febril, reumatismo, rouquidão, sífilis, tosses rebeldes, úlceras.

Parte utilizada: folhas (preferencialmente as mais jovens.), planta florida frescas ou secas.

Contra-indicações/cuidados: devido às cumarinas, é contra-indicado para pessoas com hepatopatias (antagonista da vitamina K), trombocitopenia e coagulopatias. Contra indicada para pessoas que usam anticoagulantes ou heparina (aumenta o risco de sangramento). Não indicada para menores de um ano de idade e mulheres na menstruação. O uso excessivo pode causar taquicardia, vômitos e diarréia.
Pode causar vômitos e diarréia se usado em excesso. Podem ocorrer acidentes hemorrágicos, quando usado em tempo prolongado.

Modo de usar: infusão, decocção, extrato fluido, tintura, elixir, vinho, xarope.
Uso interno:
- extrato fluido: 1 a 4 ml / dia.
- tintura: 50 a 20 ml / dia (2 a 4 colheres de chá ao dia);
- infusão ou decocção a 2%: tomar 50 a 200 ml/dia;
- infusão: 2 xícaras de cafezinho de folhas frescas em ½ l d'água 1 xícara de chá 4 vezes ao dia (reumatismo e problemas das vias respiratórias).
- xarope: 10 a 40 ml / dia;
- xarope: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope: tosses em geral. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas;
- xarope: ferver 6 folhas picadas em um litro de água, coar, misturar o suco de um limão, 3 colheres de sopa de mel: tosse e bronquite. Tomar um cálice 4 vezes ao dia.
- xarope: decocção de 15 a 20 folhas de guaco, duas colheres de sopa de poejo ou broto de assa-peixe e uma colher de chá de gengibre ralada, em 100 ml de água. Cobrir e deixar esfriar. Adoçar com 150 a 200 g de açúcar ou rapadura e dissolver: crise de tosse, asma e bronquite. Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. Para as crianças, reduzir a dose à metade;
- suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liquidificador;
- Elixir: de 20 a 80 ml de chá, tomar 1 vez ao dia;

Uso externo:
- infusão ou decocção a 5%: aplicar várias vezes ao dia;
- suco da planta: fazer fricções sobre a parte dolorida;
- reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas.
------------------------

XAROPE DE GUACO

UTILIZAÇÃO - USO
- Para tratar tosse e bronquite.

INGREDIENTES
- 5 a 6 folhas do guaco

- 1 xícara de chá de açúcar

- 1 xícara de àgua

PREPARAÇÃO
- Colocar em uma panela o açúcar em fogo baixo até derreter, acrescente uma xícara de água fervente e ponha as folhas de guaco. Desligue o fogo e coloque um prato para abafar. Sirva quente.

POSOLOGIA
- Beber o chá 3 vezes ao dia.

CHÁ DO GUACO -2

Modo de preparar
Colocar de uma a duas colheres das de sopa de folhas i
picadas em uma xícara das de chá.
Adicionar água fervente.
Cobrir.
Deixar amornar.
Coar.
Quando e como usar
Indicação: Gripe.
Modo de usar: Tomar duas ou três xícaras de chá ao dia. Pode-se adoçá-lo com mel. Repetir o tratamento durante o tempo necessário à cura.
Contra-indicação
O chá não é indicado para mulheres com menstruação abundante.
------------------------

Guaco coversa popular.

Conta-se no Peru que quando certas aves são picadas por cobra, alimentam-se das folhas de guaco para contrabalançar a ação do veneno. Não por acaso, no Brasil, um dos nomes populares da planta é erva-das-serpentes. É sempre importante reiterar porém que a sua apregoada ação anti-ofídica ainda não foi suficientemente estudada. Pio Corrêa, no clássico Dicionário das Plantas Úteis do Brasil, cita outros usos tradicionais no tratamento de histeria e cólicas menstruais.

Mas é na propriedade expectorante das suas folhas que reside a característica verdadeiramente consagradora, razão de ser de diversos estudos e principal responsável pela sua ampla disseminação. Inúmeros xaropes receitados pela medicina convencional são feitos à base da erva, cuja prescrição é bastante difundida em postos de saúde, constituindo-se num dos fitoterápicos mais usados no país.

Porém, nem todas as suas propriedades foram investigadas. Em testes realizados no CPQBA - Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, SP, por exemplo, os extratos da planta têm se mostrado eficientes no tratamento de úlceras em ratos. Um de seus componentes apresentou também atividade anti-tumoral. Mas é importante salientar o caráter experimental desses testes de laboratório. E, principalmente, não omitir seus efeitos colaterais.

Eles existem e são sérios. Antes que se pense no guaco como uma nova panacéia curativa para o câncer, é bom saber: o mesmo composto que destruiu as células tumorosas pode ter originado mutações em células normais. Até 15 anos atrás, as folhas de guaco utilizadas nos medicamentos vinham direto da Mata Atlântica. A planta é muito comum nas beiradas das florestas da Serra do Mar. Hoje em dia, já há plantações.

O guaco é um arbusto lenhoso que precisa fazer uma verdadeira ginástica de contorcionista de circo para exercer sua vocação de planta trepadeira. Como não possui gavinhas, sobe em espiral, enrolando seu caule em suportes que encontra pela frente.

A inflorescência em tom creme é singela e tem reduzido efeito ornamental. Mas seu perfume intenso é inconfundível e pode ser identificado a distância, especialmente após um dia de chuva.

A planta é altamente melífera. Durante a floração na primavera, credencia-se como um dos pontos de encontro preferidos das abelhas. Quando amassada, sua folha em forma de lança libera um aroma que lembra um pouco o da baunilha.

O guaco brasileiro habita as bordas da Mata Atlântica litorânea. Nas encostas da Serra do Mar, viceja em altitudes de até 800 metros. Áreas semi-sombreadas são as suas preferidas, mas ele cresce a sol pleno também, embora apresente excesso de inflorescências nesse caso.

O mesmo ocorre em relação aos solos. Os argilosos e argilo-arenosos são mais indicados, mas a planta se adapta razoavelmente bem em outros tipos de terreno. Flexível até na sede, exige pouca água até os seis meses.

Está provado que o chá de guaco age dilatando os brônquios, mas os mecanismos dessa ação, como o efeito se desencadeia pelo metabolismo humano, ainda não foram totalmente decifrados. O que se sabe com segurança é que o chá deve ser feito com folhas frescas, já que elas perdem as propriedades químicas rapidamente.

É possível que o princípio ativo da ação expectorante seja responsável também pela redução da acidez no estômago de ratos de laboratório, diminuindo assim as lesões ulcerosas. Outra qualidade pouco conhecida dessa trepadeira foi detectada na Faculdade de Odontologia da Unicamp. Os testes avaliaram a ação antiplaca de 20 extratos de plantas diferentes.

O do guaco foi o que apresentou os melhores resultados. Há uma precaução no entanto com o seu uso por hemofílicos. Um dos compostos da planta pode alterar a coagulação do sangue, causando hemorragias. Mesmo para quem não sofre do mal, recomenda-se evitar o seu uso prolongado. Outro motivo para cautela: doses altas podem causar vômitos e diarréia.

O herborista Máximo Ghirello, de Campinas, que incorpora fundamentos da medicina chinesa ao seu trabalho, indica um tratamento preventivo com chá. Tomado no outono, segundo Ghirello, ele tonifica e ativa os pulmões, preparando-os para o período de inverno, quando são mais requisitados e se tornam mais vulneráveis. A recomendação é tomar o chá três vezes ao dia, durante dez dias.

A colheita das folhas deve ser feita com tesouras de poda, retirando-se ramos secundários e preservando-se o tronco principal. A operação pode ser realizada duas vezes por ano: em meados da primavera e no início do outono.

Um outro estudo científico da Unicamp descobre propriedades no Guaco que vão além do seu uso como matéria prima para chás e xaropes expectorante. O Guaco, um tipo de cipó-trepadeira encontrado na Mata Atlântica usado há muitos anos na medicina popular para resolver problemas respiratórios, acabou de ter sua capacidade de cura testada e comprovada por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O estudo, feito pelo Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da universidade, constatou o efeito da erva no combate ao câncer, úlcera, infecção por microorganismos, além da prevenção da cárie.

As experiências in vitro do Guaco contra a placa dental bacteriana e desenvolvimento da cárie duraram dezoitos meses. A ação terapêutica foi eficiente no combate ao estreptococos do grupo mutans, responsáveis pela placa. Os resultados demonstraram que o efeito foi conseguido com pouca quantidade de erva o que significaria o desenvolvimento de um medicamento mais barato.

Já os efeitos contra a úlcera começaram a ser descobertos em 1998, da parceria entre Vera Lúcia Garcia, coordenadora das pesquisas, e João Ernesto de Carvalho, coordenador de Farmacologia e toxicologia do CPQBA da Unicamp. Os testes feitos em ratos demonstraram que uma das substâncias presentes no Guaco, a cumarina, e outros extratos da erva inibem a secreção de ácido pelo estômago. Essa diminuição ocorre com o bloqueio dos receptores do neurotransmissor acetilcolina.

"Uma das descobertas aponta que o guaco é muito mais eficiente no combate à úlcera gástrica do que inúmeras outras plantas utilizadas regularmente na composição de medicamentos para a doença", conta Vera. Isso porque os extratos e a cumarina presentes na planta bloqueiam os receptores do neurotransmissor acetilcolina, diminuindo a secreção de ácido produzida pelo estômago. O mecanismo de ação é semelhante ao que ocorre no sistema respiratório - o bloqueio aos mesmos receptores provoca a broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica. Neste caso, a espécie utilizada é a Mikania laevigata.

Existem dois tipos de guacos que, apesar de serem fisicamente muito parecidos, possuem composições químicas bastante diferentes", explica a pesquisadora. No caso de uma droga contra a úlcera, a pesquisadora diz que o caminho pode ser mais curto, uma vez que os testes em animais já foram concluídos. "Faltam apenas os experimentos em seres humanos. Para isso, estamos buscando parcerias com indústrias que tenham interesse em colocar o produto no mercado."

No sistema respiratório também ocorre o bloqueio desses receptores possibilitando uma broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica- isso já descoberto pela medicina popular e agora provado cientificamente. Além da cumarina, estão sendo testados outros princípios ativos do Guaco, como os ácidos diterpêndicos. Os pesquisadores usaram a técnica in vitro para colocar o extrato da erva em contato com 5 tipos de linhagens tumorais (mama, mama resistente aos medicamentos tradicionais, melanona, leucemia e pulmão).

Os resultados foram muito positivos com o melanona (mais comum tipo de câncer de pele): 78% das células cancerígenas foram eliminadas. Nos demais tipos de tumores o índice ficou entre 40% e 50%. Cada tipo de câncer é uma doença com etiologia, tratamento e evolução diferente, é muito difícil descobrir uma droga eficaz em todos os tratamentos, afirma Carvalho. Outra etapa está em andamento, na qual será testada uma medicação contra o câncer de próstata, ovário, rim e cólon. Ainda não se sabe se o Guaco pode ter algum efeito tóxico com a células saudáveis.

Folhas de Guaco foram amplamente coletadas na Mata Atlântica para uso de medicamentos fitoterápicos. Atualmente, há cultivos comerciais, principalmente no Paraná. A própria pesquisa da Unicamp começou pela parte agrícola, focalizando o desenvolvimento de um sistema de cultivo que evitasse o extrativismo predatório.

O médico medieval Fracastoro em sua obra Sifílide ou morbo gálico publicada em 1530 enaltece os efeitos do guaco, descoberto poucas dpecadas atrás na América e considerada como miraculoso na cura da sífilis.

A descoberta do uso dessa planta como medicamento é atribuída pelo autor a um dos deuses. Na sua descrição poética aparece a figura do jovem pastro Sífilo, de quem a moléstia tomou o nome numa invenção do próprio Fracastoro. Sífilo contraíra o terrível mal como castigo por ter blasfemado contra o Sol. Arrependido ele suplicava perdão aos deuses, até que Diana se comoveu e prometeu fazer com que ele encontrasse o remédio depois de acompanhá-la em uma viagem ao país dos mortos. Na volta a deusa lhe entrega um ramo de guaco.

Fonte: epoca /globo/semanal - globorural

------------------------------


Chá e Chás

Tudo Sobre Emagrecer Emagrecedor.info