Chá e Chás

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Chá de buchinha.

O Chá de buchinha (Luffa operculata) é uma planta cucurbitácea originária da América do Sul e nativa do Brasil. Sua aparência é semelhante a da bucha de banho, mas apresenta um tamanho menor (cerca de 8 cm).

Os frutos ddo Chá de buchinha apresentam esteróides semelhantes aos hormônios femininos e seu uso pode causar aborto.

Tem causado vários casos graves de intoxicação, inclusive alguns levando ao coma ou até à morte foram registrados em virtude do uso indiscriminado do chá da planta como abortivo.

Os sintomas após a ingestão do Chá de buchinha são caracterizados por intensas dores abdominais e hemorragias.
Na medicina popular, essa planta do Chá de buchinha também tem sido utilizada no tratamento da sinusite através da aspiração do infuso do fruto. Por ser altamente tóxica, seu uso tem acarretado sérias hemorragias nasais em vários pacientes por falta de conhecimento do manuseio.

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BUCHINHA DO NORTE.

Descrição da buchinha: Planta da família das Cucurbitaceae. Também conhecida como cabacinha, buchinha, bucha dos paulistas, purga de João Pais, abobrinha do norte, abobrinha do mato, bucha dos caçadores, purga de bicho, purga de bucha, purga de alope, endoço, burcha dos pescadores, purga dos paulistas, bucha do norte, capa de bode, buchinha do nordeste.

É uma trepadeira de caule com 5 ânguloso, gavinhas simples ou bífidas, compridas e vilosas. Folhas longo-pecioladas, cordiformes ou reniformes, angulosas ou lobadas (de 3 à 5 lobos), um pouco ásperas. Flores amarelas, campanuladas, pequenas, axilares. Frutos ovóides, moles, pequenos, ásperos e com pequenas nervuras ou saliências espinescentes e seriados. Sementes compridas, lisas, com as margens regulares, sem alas.

Parte utilizada da buchinha: Fruto Seco.

Plantio : Multiplicação: reproduz-se por sementes; Cultivo: em solos arenosos e secos; Colheita: colhem-se as buchinhas quando maduras.

Habitat da buchinha: E cultivada em varios paises de clima quen-te, com fins medicinais. É erva uma invasora e daninha, aparecendo em pastos e terrenos baldios em quase todo o pais.

História da buchinha: Planta de uso popular, encontrada em mateiros e raizeiros, feiras-livres, lojas de produtos naturals e algumas farmácias costuma ser usada como abortiva, com resultados perigosos devido a sua toxidade. Jamais deveria ser usada por leigos, mas sendo espontânea em várias regiões, é impossível controlar seu uso. Somente o esclarecimento poderá coloca-la no seu devido lugar - planta de uso restrito, sob a supervisão de profissionais gabaritados.

Origem : A buchinha é originária da América do Sul, e nativa no Brasil.

Principal uso da buchinha: A aspiração do infuso aquoso dos frutos há muito tempo tem sido utilizada empiricamente contra a rinite e a sinusite. Porém, existem muitos relatos da ocorrência de hemorragias nasais após estas aspirações, resguardando seu uso.

Entretanto, não foi da utilização desta planta no tratamento da sinusite que resultaram as intoxicações atendidas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Neste, todas as ocorrências relacionadas à buchinha tiveram como vítimas mulheres, entre 16 e 25 anos, que ingeriram quantidades variáveis de chás de buchinha preparados com os frutos, na tentativa de causar aborto. Um caso de óbito foi registrado. São poucos os relatos na literatura referentes a intoxicações por esta espécie. Os que existem fazem alusões a intoxicações experimentais em animais. O mecanismo de ação do vegetal não está esclarecido e ainda existem dúvidas sobre o princípio causador do quadro toxicológico.

Principais Propriedades da buchinha: Das espécies Luffa acutangula Roxb., L. cylindrica (L.) Roem. e L. aegyptiaca Mill. foram isoladas glicoproteínas com ações inibidoras da síntese protéica, embriotóxicas e abortivas, propriedades estas demonstradas em animais de laboratório (Ngai et al. 1992a, 1992b e 1993 apud Schenkel et al., 2001).

Da espécie L. operculata propriamente dita, não há experimentos específicos com o objetivo de elucidar a ação abortiva do fruto. O trabalho mais significante foi realizado por Matos & Gottlieb em 1967. Neste, os autores isolaram do extrato aquoso do fruto um princípio amargo denominado isocucurbitacina B.

As cucurbitacinas são esteróides resultantes da oxidação de triterpenos tetracíclicos e estão largamente distribuídas na família Cucurbitaceae. Para estas substâncias as atividades biológicas descritas na literatura são ações descongestionantes, laxativas, hemolíticas, embriotóxicas e abortivas. Recentemente trabalhos sobre o efeito necrótico destas substâncias em tumores estão sendo publicados. Assim, em virtude da série de relatos confirmando a toxicidade das cucurbitacinas, admite-se que a isocucurbitacina B seja o princípio tóxico de L. operculata.

Toxologia : Nos casos descritos de intoxicação os sintomas apareceram cerca de 24 horas após a ingestão do chá de buchinha. Náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça são os sintomas primários, subseqüentemente advêm hemorragias, podendo ocorrer o coma e a morte. Para o tratamento são recomendados apenas a administração de carvão ativado, e tratamento sintomático para distúrbios gastrintestinais.

Princípios Ativos da buchinha: M-carboxifenil alanina, cucurbitacina B, isocucurbitacina B, cucurbitacina D, gipsogenina e luperosídeos A, B, C, D, E, F, g e H. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina.

Propriedades medicinais da buchinha: descongestionante, drástico, laxante.
Frutos: emenagogos, vermífugos, drásticos, vomitivos, hidragogos, anti-herpéticos, purgativos, expectorantes, anti-sinusíticos, esternutatórios, descongestionantes nasais, adstringentes, antidiabéticos e anti-sépticos.
Sementes: anti-helmíntico.

Indicações da buchinha: rinite, ameba, herpes, sinusite, amenorréia, ascite, inflamações genito-urinárias e oftálmicas, hematomas, úlceras, feridas, hidropisia, clorose.

Contra-indicações/cuidados da buchinha: CUIDADO: TÓXICA. Indicada para sinusites e rinites é para ser utilizada apenas para uso externo nasal. Jamais deve ser fervida pois suas substâncias de princípio ativo têm característica cáustica sobre a mucosa nasal, podendo provocar hemorragias e danos a mucosa.

Efeitos colaterais da buchinha: Dose elevada irrita mucosa e em uso interno é hemorrágica. Provoca náuseas, cólica, fortes dejeções.

Superdosagem da buchinha: Como e planta ainda não estudada convenientemente, e difícil estabelecer um limite entre suas dosagens terapêuticas e tóxicas. Sabe-se que seu uso prolongado pode levar também a alterações do fígado e da função renal. Em caso de ingestão deve-se proceder as medidas usuais - lavagem estomacal, sonda naso-gástrica e tratamento sintomatico das reações apresentadas. Em caso de reações alergicas e fotodermite por uso externo, o tratamento deverá ser sintomatico e proporcional a reaçao apresentada.

Modo de usar a buchinha:
- Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1 cm2 de área e colocar na solução salina. Deixar e maceração por 5 dias e coar. Pingar 1 a 2 gotas nas narinas de manhã e à noite. Não assoar o nariz; deixar que o fluxo escorra naturalmente. Repetir até no máximo 5 dias.
- Colutório: ferver 1 g do fruto em água. Esfriar e pingar uma gota na narina.
- Cortar a buchinha em 4 fatias, deixar uma das fatias de molho em água mineral por uma noite. Na manhã seguinte, gotejar esta água nas fossas nasais, 2 vezes ao dia e inspirar profundamente.

Farmacologia da buchinha: Há relates de seus possíveis efeitos medicinais mas não foram encontrados estudos comprobatórios de sua eficácia para estas indicações; Frutos: emenagogos, vermifugos, drásticos, emeticos, hidragogos, anti-her-peticos, purgativos, expectorantes, anti-sinusite, descongestionante nasal, adstrin-gente, anti-diabeti-cos e anti-septicos; Sementes: anti-helmlnticas; Ressaltamos que em função de sua elevadatoxidade, so o uso em sinusites, com o devido acompanhamento, podera ser tolerado.
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