Acomplia conhecida como pílula anti-barriga

Também conhecida como pílula anti-barriga, o Acomplia é considerado como um grande avanço para as pessoas obesas ou em sobrepeso.

ACOMPLIA D
rimonabanto

Forma farmacêutica e apresentações
Comprimidos revestidos
Cartucho com 28 comprimidos de 20 mg.

Via oral

USO ADULTO

Composição
rimonabanto ....................................................................................20 mg
excipientes q.s.p................................................................. 1 comprimido
(amido de milho, lactose monoidratada, povidona K 30, croscarmelose sódica, laurilsulfato de sódio, celulose microcristalina, estearato de magnésio, opadry II white e cera de carnaúba).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

O rimonabanto é um antagonista seletivo dos receptores canabinóide-1 (CB1) que inibe os efeitos farmacológicos dos agonistas canabinóides in vitro e in vivo .
O sistema endocanabinóide é um sistema fisiológico presente no cérebro e nos tecidos periféricos (incluindo adipócitos) que afeta o balanço energético, o metabolismo lipídico, glicídico e o peso corporal, e que regula nos neurônios do sistema mesolímbico a ingestão de alimentos altamente saborosos, açucarados ou gordurosos.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Como adjuvante à dieta e aos exercícios para o tratamento de pacientes obesos (IMC 30 kg/m2) ou pacientes com sobrepeso (IMC > 27 kg/m2) com fatores de risco associados, como diabetes tipo 2 ou dislipidemia (ver propriedades farmacodinâmicas).

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

ACOMPLIA é contra-indicado nos seguintes casos:
- em pacientes com hipersensibilidade ao rimonabanto ou a qualquer ingrediente dos comprimidos;
- amamentação;
- em pacientes com depressão maior em atividade e/ou que estejam sob tratamento antidepressivo.

ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO NA FAIXA ETÁRIA ABAIXO DE 18 ANOS.

ADVERTÊNCIAS

Informe o seu médico antes de iniciar o tratamento com ACOMPLIA em casos de:
- insuficiência hepática;
- insuficiência renal grave;
- tratamento para epilepsia;
- ser menor de 18 anos. Não existe informação disponível sobre o uso de ACOMPLIA em indivíduos com menos de 18 anos de idade;
- idade acima de 75 anos;
- sintomas de depressão;
- histórico de depressão ou pensamentos suicidas.

Atenção:

Eventos psiquiátricos sérios incluindo depressão ou alterações de humor foram reportados em pacientes que estavam utilizando ACOMPLIA.
Caso você note sintomas de depressão durante o tratamento com ACOMPLIA, você deve entrar em contato com seu médico e interromper o tratamento.
Alguns sinais e sintomas de depressão:
- tristeza, desânimo, irritabilidade aumentada, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, ações vagarosas e inibidas, pouca concentração, pensamentos e palavras sobre morte e suicídio.
Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem do produto e confira o nome para não haver enganos. Não utilize ACOMPLIA caso haja sinais de violação ou danificações da embalagem.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

Na dose recomendada, não se espera que ACOMPLIA diminua a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de ACOMPLIA administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

Estudos mostraram perda de peso significativa nos voluntários

Ela usa receptores canabióides, substâncias contidas na maconha.

Estudos mostraram perda de peso significativa nos voluntários.

O medicamento chegou recentemente às farmácias brasileiras e necessita receita médica para ser adquirido.

Acomplia (Ribonabanto) é seguro
Está comprovado que o princípio ativo Ribonabanto, composto do medicamento com nome comercial Acomplia, da Sanofi-aventis, permitiu reduzir de forma significativa o peso, a circunferência abdominal e os níveis de triglicerídeos, bem como promoveu um aumento do bom colesterol (HDL) que é fator de proteção cardiovascular.

A aprovação para a introdução do Acomplia, princípio ativo Ribonabanto, no mercado pela FDA, baseia-se na segurança do princípo na análise de dados estatísticos exaustivos da eficácia e da tolerância em ensaios clínicos, onde participaram mais de 6.600 pacientes a nível mundial por um período de até dois anos.

Na europa, Acomplia está disponível em comprimidos de 20mg para toma diária. Foi inicialmente introduzido no Reino Unido em Julho de 2006 e a seguir na Dinamarca, Irlanda, Alemanha, Finlândia e Noruega.

Os efeitos colaterais mais comuns verificados com o abandono do tratamento foram náuseas, alteração do humor, ansiedade e vertigens.

O medicamento está contra-indicado aos pacientes com insuficiência renal ou hepática ou com perturbações psiquiátricas graves e não controladas, como depressão major.

Acomplia é um medicamento que faz com que as células de gordura parem de incha.

O Acomplia é um medicamento que faz com que as células de gordura parem de inchar, o que promove o emagrecimento corporal.

O rimonabanto, que recebeu o nome comercial de Acomplia, ficou conhecido como a "pílula antibarriga" quando foi descoberto, na década de 90.

Ele chegou ao Brasil somente em 2006, mas teve sua comercialização suspensa pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2008 porque apresentou alguns sintomas adversos, especialmente psiquiátricos. Sendo assim, só será liberado após estudos mais específicos. Enquanto isso, conheça melhor o Acomplia para avaliá-lo conscientemente.

Acomplia Funciona?
O Acomplia inibe os endocanabinóides, também conhecidos como receptores CB1, provocando uma auto-estimulação tanto em nossas ações como no nosso apetite.

A função de tais receptores é a de defesa, pois estimulam o armazenamento de gordura para uma futura escassez energética.
Por outro lado, as células adiposas contêm o hormônio apopectina, facilitador da ação da insulina, o que insere mais glicose nas células corporais.

Sendo assim, em situações estressantes, os endocanabinóides chamados anandamidas fazem com que o organismo estoque mais gordura, diminuindo a quantidade de apopectina.

Com isso, ocorre o maior acúmulo de açúcar no sangue e, consequentemente, no de insulina. Então, as moléculas de rimonabanto se unem aos receptores CB1, cortando o ciclo que faz com que as moléculas adiposas fiquem mais gordas. Portanto, o Acomplia funciona de verdade!

Efeitos Colaterais Acomplia

Os efeitos colaterais observados no uso do Acomplia foram menos agressivos se o compararmos com outros anorexígenos. Porém, ele pode causar náuseas e infecções respiratórias do trato superior.

Entretanto, ele foi mesmo suspenso pela FDA (Food and Drug Administration) por causa dos seus danos psiquiátricos. Alguns pacientes sofreram de depressão, inclusive apresentando intenção suicida.

Acomplia Emagrece?

Portanto, se você quiser saber onde comprar esse medicamento, procure na internet, mas pense antes nas consequências do seu uso, principalmente sem receita.

Contra Indicações
Por ser um medicamento que causa problemas psiquiátricos, é contra indicado para pessoas com quadros depressivos, especialmente se usarem antidepressivos como a fluoxetina.

Pacientes com hipersensibilidade ao rimonabanto, gestantes, lactantes, crianças e idosos também devem permanecer distantes desse remédio.

Como a venda do Acomplia é proibida no Brasil e os riscos apresentados são grandes, a melhor forma de ter uma silhueta esbelta é fazendo uma dieta equilibrada e atividades físicas regulares.

Para tanto, consulte um nutricionista ou um endocrinologista para ter o seu cardápio pessoal formulado especialmente para o seu caso e objetivo.

Assim, você manterá a sua saúde em dia e ainda permanecerá magra por muito mais tempo.

Essa pode ser a maneira mais difícil de perder peso, mas certamente, funciona.

A longa e trágica novela do Acomplia

Postei esta página para examinarmos a evolução de um medicamento que não deu certo! Sua proposta inicial era realizar o sonho de todas as pessoas que tivessem a Síndrome Plurimetabólica (Obesidade + Colesterol + Diabetes - veja em http://drpaulomaciel.com.br/as-medicinas/nutricao-verdades-x-mentiras/sindrome-plurimetabolica/): emagrecer (principalmente a barriga) e reduzir os índices de colesterol e glicemia, tudo ao mesmo tempo!

Mas a famosa "pílula da barriga" teve um desfecho nada honroso, que vale a pena dar uma estudada para tirarmos nossas próprias conclusões a respeito da alopatia e do nosso estilo de vida.

Minhas opiniões estarão antes ou depois das reportagens, assinalando emnegrito marrom os pontos chaves de nossa abordagem. Vamos lá:

Em 2005 começam as primeiras notícias da pílula milagrosa:

Estudo comprova eficácia do Rimonabant para perda de peso [1]

Pesquisadores belgas do Hospital da Universidade de Antuérpia publicaram um artigo na revista científica The Lancet, onde afirmam que as pessoas que ingeriram o remédio Rimonabant perderam em média 8,6 quilos em um ano. A substância consegue impedir a compulsão por comida e por conseqüência, reduzir o peso e as doenças cardíacas.

O estudo foi feito com 1.507 pessoas obesas ou acima do peso na Europa e nos Estados Unidos, sendo que 920 pessoas concluíram o tratamento em um ano e reduziram em média 8,5 cm da cintura. Todos os participantes tiveram que cortar 600 calorias de sua dieta diária.

39% dos voluntários que tomaram Rimonabant perderam 10% ou mais de seu peso em 12 meses e baixaram seus níveis de colesterol. Contudo, alguns efeitos colaterais como náuseas, tonturas e diarréias, também foram identificados.

O Rimonabant atua no sistema endocanabinóide, área do cérebro que ajuda na regulação fisiológica do equilíbrio energético, ingestão de alimentos e metabolismo de lipídios e glicose.

Observe que a pesquisa demonstrou uma perda de peso de apenas 8,6 quilos e 8,5 cm de barriga em um ano, ou seja, 715 gramas de peso e 7,1 mm de barriga por mês! Será que vale a pena tomar um remédio para conseguir estas medidas? Além disso, quem pode garantir o que acontece com uma pessoa quando uma droga interfere no seu "sistema endocanabinóide"?